Tecnological Dances - Alice Anderson | MON
Source: https://www.museuoscarniemeyer.org.br/exposicoes/alice-anderson
Archived: 2026-04-23 17:16
Tecnological Dances - Alice Anderson | MON
Em Cartaz
Technological Dances
Alice Anderson
A exposição “Technological Dances”, da artista francesa Alice Anderson, é uma realização do Museu Oscar Niemeyer (MON), com curadoria de Marc Pottier. A mostra reúne 75 obras, entre pinturas, esculturas e instalações, sendo algumas de grandes dimensões.
Alice Anderson é uma das poucas artistas que cria pinturas e esculturas durante performances, aplicando tinta líquida em objetos para libertá-los de sua função primária. Essas entidades, transformadas durante as technological dances (pinturas), tornam-se awakened objects (esculturas), registrando comunicações além do mundo visível. Elas testemunham outra possível inteligência na era da IA: aquela que habita a matéria.
Artista
Alice Anderson
Curadoria
Marc Pottier
Abertura
19 de março de 2026, 21h
Período em cartaz
De 20 de março de 2026
Até 24 de maio de 2026
Local
Olho e Espaços Araucária
Planeje sua visita
SAIBA MAIS SOBRE A EXPOSIÇÃO
MON realiza nova exposição internacional no Olho
“Technological Dances”, da artista francesa Alice Anderson, é a próxima exposição internacional realizada pelo Museu Oscar Niemeyer (MON). A mostra será inaugurada no dia 19 de março, no Olho e nos Espaços Araucária, e reunirá 75 obras, entre pinturas, esculturas e instalações, sendo algumas de grandes dimensões. A curadoria é de Marc Pottier.
“A obra de Alice Anderson nos convida a refletir sobre as formas como nos relacionamos com a materialidade e com as transformações do nosso tempo”, afirma a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira. “É uma exposição que amplifica o diálogo do MON com a arte contemporânea internacional e reforça o compromisso do Museu em oferecer ao público experiências artísticas conectadas às discussões do cenário global”.
“Performática, a artista e sua obra se confundem. Ela cria dançando, realiza pinturas e esculturas únicas a partir de movimentos intuitivos. Dessa forma, faz refletir sobre natureza, tecnologia, corpo e memória”, afirma a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.
“Sua obra cria experiências visuais e sensoriais ao misturar performance, objetos do cotidiano e estruturas arquitetônicas em peças artísticas carregadas de significado poético e simbólico”, diz.
Juliana comenta que, além do caráter inédito de seu trabalho, ao dialogar com a arquitetura do espaço expositivo do Olho, tal encontro é potencializado. “Assim como as pessoas têm poder de adaptação, o Olho se transforma, de maneira criativa e inusitada, a cada nova exposição. E provavelmente essa é uma das mais criativas que já passou por aqui”, afirma a diretora.
Segundo o curador, a exposição é um registro de suas pinturas performativas. “Seus rituais instintivos e coreografados aspiram a uma reapropriação de nossa relação com um mundo governado pela gestão de dados", diz Marc Pottier.
“Há mais de 20 anos, Anderson dialoga com seres não humanos”, explica o curador. “Ela observa, cuida e dança com ferramentas antigas, máquinas modernas, circuitos eletrônicos, elementos arquitetônicos ou meteoritos – reconectando-se com a sua materialidade animada, como se quisesse reparar as nossas relações com o mundo mais do que humano”.
Segundo a artista, foi nesse contexto de interação entre corpo e matéria que nasceu o título da exposição, justapondo a rigidez da tecnologia à fluidez da dança. "Essas duas palavras realmente parecem contraditórias. No entanto, ambas evocam movimento. A tecnologia é como um movimento criado por sua constante evolução. Ela é projetada para interagir com o corpo e responder a ele, seja pressionando um teclado de computador ou imitando gestos humanos por meio da robótica”, diz Alice Anderson.
A artista
Alice Anderson nasceu na França e vive em Londres. Ela é uma das poucas artistas que cria pinturas e esculturas durante performances, aplicando tinta líquida em objetos para libertá-los de sua função primária. Essas entidades, transformadas em Technological Dances (pinturas), tornam-se AwakenedObjects (esculturas), registrando comunicações além do mundo visível. Elas testemunham outra possível inteligência na era da IA: aquela que habita a matéria.
Seu trabalho foi incluído em inúmeras exposições institucionais, como:MacVal Museum, Vitry-sur-Seine (2026); Centre Pompidou Malagà(2026), Stedelijk Museum, Schiedam, Netherlands,(2023); Centre Pompidou, Paris, France (2022; 2020; 2017) Museum of Modern Art ofFontevraud, Fontevraud, France; Atelier Calder, Saché, France (2019); Royal Academy of Arts, London, United Kingdom (2017); Saatchi Gallery, London, United Kingdom (2016); Louis Vuitton Cultural Space Paris, France (2015); Wellcome Collection, London, United Kingdom (2014); 55th Venice Biennale (2013) e Whitechapel Gallery, London, United Kingdom (2012).
Imagens
Materiais da Exposição
Versão em áudio - Texto Curatorial
Versão em áudio - Texto Institucional
Versão em áudio - Card 1
Versão em áudio - Card 21
Versão em áudio - Card 23
A exposição “Technological Dances”, de Alice Anderson, é um registro de pinturas performáticas como comunicações que transcendem o mundo visível, testemunhando uma outra possível inteligência na era da IA: uma que habita a matéria. Seus rituais instintivos e coreografados aspiram a uma reapropriação de nossa relação com um mundo governado pela "gestão de dados".
Por meio de suas pinturas e "Objetos Despertos", a artista busca demonstrar que dança e tecnologia não são elementos separados que se encontram, mas que se geram mutuamente, simultaneamente, no ato da criação. O gesto, guiado por um estado consciente de reconexão com os materiais, pode transformar a máquina – assim como a máquina molda o gesto humano.
É no contexto da interação entre corpo e matéria que nasceu o título paradoxal da exposição no MON, justapondo a rigidez da tecnologia à fluidez da dança. Mas a artista explica: "Essas duas palavras realmente parecem contraditórias. No entanto, ambas evocam movimento. A tecnologia é como um movimento criado por sua constante evolução. Ela é projetada para interagir com o corpo e responder a ele, seja pressionando um teclado de computador ou imitando gestos humanos por meio da robótica. E embora os materiais dos quais a tecnologia é feita possam parecer estáticos, isso está longe da verdade. Originalmente, esses materiais, extraídos da terra — minérios, metais, rochas —, foram transformados e então montados em dispositivos tecnológicos. A matéria nunca é inerte: ela é permeada por forças, energias e capacidades de ação."
Por mais de 20 anos, Anderson tem dialogado com seres não humanos, construindo assim pontes entre sistemas de conhecimento indígena e a física quântica. Ela observa, cuida e dança com ferramentas antigas, máquinas modernas, circuitos eletrônicos, elementos arquitetônicos ou meteoritos — reconectando-se com sua materialidade animada, como se desejasse reparar nossas relações com o mundo não humano. Os objetos e as memórias a eles associadas são claramente evidentes nos títulos de suas performances-pinturas de 2021 a 2025: "MacBook",
"
Disco Rígido", "Antena Parabólica", "Tela de Celular", "iMac 3".
Isso demonstra como a artista se envolve com o mundo contemporâneo em todas as suas formas. E quando perguntaram a Alice Anderson como ela concebeu sua exposição dentro da poderosa arquitetura do MON, ela respondeu espontaneamente, com um suspiro: "Não concebi nada. O espaço falou comigo." De onde quer que nos observe, Oscar Niemeyer — que tinha uma mão dançante — deve estar muito feliz em receber Anderson em seu Olho.
Marc Pottier
Curador
A originalidade da artista francesa Alice Anderson é o destaque da nova realização do Museu Oscar Niemeyer: a exposição “TechnologicalDances”, que reafirma o papel do MON junto à arte contemporânea internacional.
Performática, a artista e sua obra se confundem. Ela cria dançando, realiza pinturas e esculturas únicas a partir de movimentos intuitivos. Dessa forma, faz refletir sobre natureza, tecnologia, corpo e memória.
Sua obra cria experiências visuais e sensoriais ao misturar performance,objetos do cotidiano e estruturas arquitetônicas em peças artísticas carregadas de significado poético e simbólico.
Além de reinventar materiais, também questiona o papel da tecnologia na vida humana, a forma como nos relacionamos com o mundo natural e a evolução digital.
Além do caráter inédito de seu trabalho, ao dialogar com a arquitetura do espaço expositivo do Olho, tal encontro é potencializado. Assim como as pessoas têm poder de adaptação, o Olho se transforma, de maneira criativa e inusitada, a cada nova exposição. E provavelmente essa é uma das mais criativas que já passou por aqui.
Sabemos que visitar museus traz bem-estar psicológico, reduz estresse, estimula emoções positivas e desperta sentidos adormecidos. Profissionais de saúde cada vez mais recomendam arteterapia. A combinação que oferecemos nessa mostra, entre dança e artes visuais, resulta em momentos de contemplação e inspiração.
Desfrutem.
Juliana Vellozo Almeida Vosnika
Diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer
Ao longo dos anos, Anderson conheceu Ailton Krenak, Anna Dantes e Madeleine Deschamps, e se apresentou com Cristine Takuá — todos membros da SELVAGEM, uma organização não governamental que desenvolve um ciclo de estudos sobre a vida, o movimento das Escolas de Vida Indígenas e uma rede colaborativa voltada para formas de conhecimento e traduções entre mundos, com a qual Anderson compartilha intimamente uma visão.
Desde 2018, a Selvagem se dedica a estudar, compartilhar, registrar e apoiar o conhecimento indígena, criando diálogos entre as ciências e as artes.
Tudo o que a Selvagem cria é disponibilizado gratuitamente. Os estudos se desenvolvem em cadernos, obras audiovisuais, oficinas, palestras e exposições.
As ações da Selvagem visam apoiar as Escolas Vivas, centros indígenas de transmissão de conhecimento tradicional, garantindo a transferência de 10.000 BRL (1.700 USD) por mês para cada escola e criando ações conjuntas. Todo esse movimento contribui para outros caminhos de educação, imaginando formas regenerativas e não destrutivas de estar no mundo.
A Selvagem também conta com livros da Editora Dantes para aprofundar determinados temas. Para tornar isso possível, nossa rede colaborativa inclui também diversos apoiadores filantrópicos e parceiros institucionais.
Equipe principal: Cofundador: Ailton Krenak; Diretora Executiva, Diretora Criativa e Cofundadora: Anna Dantes; Diretora de Produção e Cofundadora: Madeleine Deschamps; Coordenação das Escolas Vivas: Cristine Takuá; Coordenação do Grupo Formas de Saber: Veronica Pinheiro
Exposição virtual
O MON está ao lado de grandes museus do Brasil e do mundo na plataforma Google Arts & Culture. Visite nossas exposições em formato virtual.
Conheça mais sobre esta exposição na plataforma Google Arts & Culture.
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Estímulo físico
Restrição de movimento
Estímulo Sonoro
Local com ruído
Estímulo Visual
Luz oscilante
Estímulo Visual
Luz reduzida
Estímulo Visual
Luz intensa
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Período em cartaz
Até 24 de maio de 2026
Local
Olho e Espaços Araucária
MON
Acesso até as 17h30
Venda de ingressos
R$ 36 inteira
|
R$ 18 meia-entrada
Entrada gratuita toda quarta-feira
CONHEÇA NOSSA PROGRAMAÇÃO
Eventos, exposições e outras atividades no MON.
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
Centro Cívico, Curitiba - PR
Terça a domingo
das 10h às 18h
acesso até as 17h30
Ingressos
R$ 36 inteira | R$ 18 meia-entrada
Entrada gratuita toda quarta-feira
e no último domingo do mês
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Em Cartaz
Technological Dances
Alice Anderson
A exposição “Technological Dances”, da artista francesa Alice Anderson, é uma realização do Museu Oscar Niemeyer (MON), com curadoria de Marc Pottier. A mostra reúne 75 obras, entre pinturas, esculturas e instalações, sendo algumas de grandes dimensões.
Alice Anderson é uma das poucas artistas que cria pinturas e esculturas durante performances, aplicando tinta líquida em objetos para libertá-los de sua função primária. Essas entidades, transformadas durante as technological dances (pinturas), tornam-se awakened objects (esculturas), registrando comunicações além do mundo visível. Elas testemunham outra possível inteligência na era da IA: aquela que habita a matéria.
Artista
Alice Anderson
Curadoria
Marc Pottier
Abertura
19 de março de 2026, 21h
Período em cartaz
De 20 de março de 2026
Até 24 de maio de 2026
Local
Olho e Espaços Araucária
Planeje sua visita
SAIBA MAIS SOBRE A EXPOSIÇÃO
MON realiza nova exposição internacional no Olho
“Technological Dances”, da artista francesa Alice Anderson, é a próxima exposição internacional realizada pelo Museu Oscar Niemeyer (MON). A mostra será inaugurada no dia 19 de março, no Olho e nos Espaços Araucária, e reunirá 75 obras, entre pinturas, esculturas e instalações, sendo algumas de grandes dimensões. A curadoria é de Marc Pottier.
“A obra de Alice Anderson nos convida a refletir sobre as formas como nos relacionamos com a materialidade e com as transformações do nosso tempo”, afirma a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira. “É uma exposição que amplifica o diálogo do MON com a arte contemporânea internacional e reforça o compromisso do Museu em oferecer ao público experiências artísticas conectadas às discussões do cenário global”.
“Performática, a artista e sua obra se confundem. Ela cria dançando, realiza pinturas e esculturas únicas a partir de movimentos intuitivos. Dessa forma, faz refletir sobre natureza, tecnologia, corpo e memória”, afirma a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.
“Sua obra cria experiências visuais e sensoriais ao misturar performance, objetos do cotidiano e estruturas arquitetônicas em peças artísticas carregadas de significado poético e simbólico”, diz.
Juliana comenta que, além do caráter inédito de seu trabalho, ao dialogar com a arquitetura do espaço expositivo do Olho, tal encontro é potencializado. “Assim como as pessoas têm poder de adaptação, o Olho se transforma, de maneira criativa e inusitada, a cada nova exposição. E provavelmente essa é uma das mais criativas que já passou por aqui”, afirma a diretora.
Segundo o curador, a exposição é um registro de suas pinturas performativas. “Seus rituais instintivos e coreografados aspiram a uma reapropriação de nossa relação com um mundo governado pela gestão de dados", diz Marc Pottier.
“Há mais de 20 anos, Anderson dialoga com seres não humanos”, explica o curador. “Ela observa, cuida e dança com ferramentas antigas, máquinas modernas, circuitos eletrônicos, elementos arquitetônicos ou meteoritos – reconectando-se com a sua materialidade animada, como se quisesse reparar as nossas relações com o mundo mais do que humano”.
Segundo a artista, foi nesse contexto de interação entre corpo e matéria que nasceu o título da exposição, justapondo a rigidez da tecnologia à fluidez da dança. "Essas duas palavras realmente parecem contraditórias. No entanto, ambas evocam movimento. A tecnologia é como um movimento criado por sua constante evolução. Ela é projetada para interagir com o corpo e responder a ele, seja pressionando um teclado de computador ou imitando gestos humanos por meio da robótica”, diz Alice Anderson.
A artista
Alice Anderson nasceu na França e vive em Londres. Ela é uma das poucas artistas que cria pinturas e esculturas durante performances, aplicando tinta líquida em objetos para libertá-los de sua função primária. Essas entidades, transformadas em Technological Dances (pinturas), tornam-se AwakenedObjects (esculturas), registrando comunicações além do mundo visível. Elas testemunham outra possível inteligência na era da IA: aquela que habita a matéria.
Seu trabalho foi incluído em inúmeras exposições institucionais, como:MacVal Museum, Vitry-sur-Seine (2026); Centre Pompidou Malagà(2026), Stedelijk Museum, Schiedam, Netherlands,(2023); Centre Pompidou, Paris, France (2022; 2020; 2017) Museum of Modern Art ofFontevraud, Fontevraud, France; Atelier Calder, Saché, France (2019); Royal Academy of Arts, London, United Kingdom (2017); Saatchi Gallery, London, United Kingdom (2016); Louis Vuitton Cultural Space Paris, France (2015); Wellcome Collection, London, United Kingdom (2014); 55th Venice Biennale (2013) e Whitechapel Gallery, London, United Kingdom (2012).
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A exposição “Technological Dances”, de Alice Anderson, é um registro de pinturas performáticas como comunicações que transcendem o mundo visível, testemunhando uma outra possível inteligência na era da IA: uma que habita a matéria. Seus rituais instintivos e coreografados aspiram a uma reapropriação de nossa relação com um mundo governado pela "gestão de dados".
Por meio de suas pinturas e "Objetos Despertos", a artista busca demonstrar que dança e tecnologia não são elementos separados que se encontram, mas que se geram mutuamente, simultaneamente, no ato da criação. O gesto, guiado por um estado consciente de reconexão com os materiais, pode transformar a máquina – assim como a máquina molda o gesto humano.
É no contexto da interação entre corpo e matéria que nasceu o título paradoxal da exposição no MON, justapondo a rigidez da tecnologia à fluidez da dança. Mas a artista explica: "Essas duas palavras realmente parecem contraditórias. No entanto, ambas evocam movimento. A tecnologia é como um movimento criado por sua constante evolução. Ela é projetada para interagir com o corpo e responder a ele, seja pressionando um teclado de computador ou imitando gestos humanos por meio da robótica. E embora os materiais dos quais a tecnologia é feita possam parecer estáticos, isso está longe da verdade. Originalmente, esses materiais, extraídos da terra — minérios, metais, rochas —, foram transformados e então montados em dispositivos tecnológicos. A matéria nunca é inerte: ela é permeada por forças, energias e capacidades de ação."
Por mais de 20 anos, Anderson tem dialogado com seres não humanos, construindo assim pontes entre sistemas de conhecimento indígena e a física quântica. Ela observa, cuida e dança com ferramentas antigas, máquinas modernas, circuitos eletrônicos, elementos arquitetônicos ou meteoritos — reconectando-se com sua materialidade animada, como se desejasse reparar nossas relações com o mundo não humano. Os objetos e as memórias a eles associadas são claramente evidentes nos títulos de suas performances-pinturas de 2021 a 2025: "MacBook",
"
Disco Rígido", "Antena Parabólica", "Tela de Celular", "iMac 3".
Isso demonstra como a artista se envolve com o mundo contemporâneo em todas as suas formas. E quando perguntaram a Alice Anderson como ela concebeu sua exposição dentro da poderosa arquitetura do MON, ela respondeu espontaneamente, com um suspiro: "Não concebi nada. O espaço falou comigo." De onde quer que nos observe, Oscar Niemeyer — que tinha uma mão dançante — deve estar muito feliz em receber Anderson em seu Olho.
Marc Pottier
Curador
A originalidade da artista francesa Alice Anderson é o destaque da nova realização do Museu Oscar Niemeyer: a exposição “TechnologicalDances”, que reafirma o papel do MON junto à arte contemporânea internacional.
Performática, a artista e sua obra se confundem. Ela cria dançando, realiza pinturas e esculturas únicas a partir de movimentos intuitivos. Dessa forma, faz refletir sobre natureza, tecnologia, corpo e memória.
Sua obra cria experiências visuais e sensoriais ao misturar performance,objetos do cotidiano e estruturas arquitetônicas em peças artísticas carregadas de significado poético e simbólico.
Além de reinventar materiais, também questiona o papel da tecnologia na vida humana, a forma como nos relacionamos com o mundo natural e a evolução digital.
Além do caráter inédito de seu trabalho, ao dialogar com a arquitetura do espaço expositivo do Olho, tal encontro é potencializado. Assim como as pessoas têm poder de adaptação, o Olho se transforma, de maneira criativa e inusitada, a cada nova exposição. E provavelmente essa é uma das mais criativas que já passou por aqui.
Sabemos que visitar museus traz bem-estar psicológico, reduz estresse, estimula emoções positivas e desperta sentidos adormecidos. Profissionais de saúde cada vez mais recomendam arteterapia. A combinação que oferecemos nessa mostra, entre dança e artes visuais, resulta em momentos de contemplação e inspiração.
Desfrutem.
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Ao longo dos anos, Anderson conheceu Ailton Krenak, Anna Dantes e Madeleine Deschamps, e se apresentou com Cristine Takuá — todos membros da SELVAGEM, uma organização não governamental que desenvolve um ciclo de estudos sobre a vida, o movimento das Escolas de Vida Indígenas e uma rede colaborativa voltada para formas de conhecimento e traduções entre mundos, com a qual Anderson compartilha intimamente uma visão.
Desde 2018, a Selvagem se dedica a estudar, compartilhar, registrar e apoiar o conhecimento indígena, criando diálogos entre as ciências e as artes.
Tudo o que a Selvagem cria é disponibilizado gratuitamente. Os estudos se desenvolvem em cadernos, obras audiovisuais, oficinas, palestras e exposições.
As ações da Selvagem visam apoiar as Escolas Vivas, centros indígenas de transmissão de conhecimento tradicional, garantindo a transferência de 10.000 BRL (1.700 USD) por mês para cada escola e criando ações conjuntas. Todo esse movimento contribui para outros caminhos de educação, imaginando formas regenerativas e não destrutivas de estar no mundo.
A Selvagem também conta com livros da Editora Dantes para aprofundar determinados temas. Para tornar isso possível, nossa rede colaborativa inclui também diversos apoiadores filantrópicos e parceiros institucionais.
Equipe principal: Cofundador: Ailton Krenak; Diretora Executiva, Diretora Criativa e Cofundadora: Anna Dantes; Diretora de Produção e Cofundadora: Madeleine Deschamps; Coordenação das Escolas Vivas: Cristine Takuá; Coordenação do Grupo Formas de Saber: Veronica Pinheiro
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O MON está ao lado de grandes museus do Brasil e do mundo na plataforma Google Arts & Culture. Visite nossas exposições em formato virtual.
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Luz reduzida
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Até 24 de maio de 2026
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Acesso até as 17h30
Venda de ingressos
R$ 36 inteira
|
R$ 18 meia-entrada
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Terça a domingo
das 10h às 18h
acesso até as 17h30
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