Museu Benjamin Constant e Museu da República no XII Encontro de História da Arte na UNICAMP-SP – Museu Casa de Benjamin Constant
Archived: 2026-04-23 17:31
Museu Benjamin Constant e Museu da República no XII Encontro de História da Arte na UNICAMP-SP – Museu Casa de Benjamin Constant
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Um evento que ocorreu em dezembro/2017 e que não podemos deixar de registrar foi a participação de nosso historiador
Marcos de Brum Lopes
, em parceria com o museólogo
Andre Andion Angulo,
do
Museu da República
, no
XII Encontro de História da Arte
, cujo tema foi “
Os silêncios na História da Arte
“. Organizado pelo
Centro de História da Arte e Arqueologia da Universidade Estadual de Campinas – CHAA/UNICAMP
– no período de 04 a 07 de dezembro de 2017, versou sobre o silêncio nos discursos, nos tratados retóricos, na arte, na filosofia e nos escritos religiosos, entre outros, o silêncio e os sujeitos da história, a expressão e a função do silêncio na literatura, na historiografia e nas artes, entre outros tópicos.
A apresentação do trabalho durante o XII Encontro de História da Arte
com Marcos Lopes (de barba) ao centro, ao lado de André Angulo (de camisa branca).
Marcos e André não perderam a chance e submeter à análise do evento um trabalho realizado em paralelo às sua pesquisas no
Templo Positivista
– ou
Igreja Positivista do Brasil – IPB
– sobre o ostracismo a que foram relegadas algumas obras de arte, como por exemplo as produzidas pelos artistas
Eduardo de Sá
e
Décio Villares
, considerados os maiores expoentes da representação plástica da filosofia Positivista. O trabalho entitulado “
Templo de silêncios: as obras de arte de Eduardo de Sá e Décio Villares na Igreja Positivista do Brasil
“, foi selecionado e os dois pesquisadores foram até Campinas apresentar sua tese.Em resumo, o trabalho evidencia que a rejeição sofrida pelos dois artistas foi fruto de suas filiações à doutrina de
Augusto Comte
. No entanto, seus talentos e a capacidade de articulação dos positivistas, enquanto grupo político, estão registrados em vários monumentos públicos. Algumas obras, porém, permaneceram circunscritas à ortodoxia da Igreja Positivista do Brasil, pois foram feitas para compor a iconografia do Templo da Humanidade e, portanto, ficaram fora de um circuito social mais amplo. Segundo a apresentação do estudo “
(…)propomos um salto no tempo para considerar o atual estado dessas obras, desde o acidente sofrido pela Igreja Positivista em 2009, quando parte de seu telhado ruiu, até hoje, quando a instituição começa a se reerguer tanto arquitetonicamente quanto culturalmente, sendo esse um esforço para se projetar novamente no espaço público e superar, no século XXI, os silêncios aos quais se viu submetida
“.
José Bonifácio idealiza a bandeira, em quadro do pintor Eduardo de Sá
E indicam seus objetivos com o trabalho:“
1) Apontar alguns episódios da trajetória dos artistas e das suas obras, lendo o silenciamento em torno da sua produção como indicador de posições políticas;
2) Chamar a atenção para os problemas atuais de preservação do acervo histórico da Igreja Positivista do Brasil, que consiste num conjunto documental de grande importância para a história do Brasil, reconhecido, inclusive, pelo Projeto Memória do Mundo, da
UNESCO
;
3) Retomar o debate público sobre símbolos que pretenderam conferir uma identidade à experiência nacional republicana
“.Temos certeza de que tal trabalho vem trazer novas luzes sobre um assunto muito pouco discutido, quer seja sob o aspecto da arte, ou sob o aspecto da história.
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Um evento que ocorreu em dezembro/2017 e que não podemos deixar de registrar foi a participação de nosso historiador
Marcos de Brum Lopes
, em parceria com o museólogo
Andre Andion Angulo,
do
Museu da República
, no
XII Encontro de História da Arte
, cujo tema foi “
Os silêncios na História da Arte
“. Organizado pelo
Centro de História da Arte e Arqueologia da Universidade Estadual de Campinas – CHAA/UNICAMP
– no período de 04 a 07 de dezembro de 2017, versou sobre o silêncio nos discursos, nos tratados retóricos, na arte, na filosofia e nos escritos religiosos, entre outros, o silêncio e os sujeitos da história, a expressão e a função do silêncio na literatura, na historiografia e nas artes, entre outros tópicos.
A apresentação do trabalho durante o XII Encontro de História da Arte
com Marcos Lopes (de barba) ao centro, ao lado de André Angulo (de camisa branca).
Marcos e André não perderam a chance e submeter à análise do evento um trabalho realizado em paralelo às sua pesquisas no
Templo Positivista
– ou
Igreja Positivista do Brasil – IPB
– sobre o ostracismo a que foram relegadas algumas obras de arte, como por exemplo as produzidas pelos artistas
Eduardo de Sá
e
Décio Villares
, considerados os maiores expoentes da representação plástica da filosofia Positivista. O trabalho entitulado “
Templo de silêncios: as obras de arte de Eduardo de Sá e Décio Villares na Igreja Positivista do Brasil
“, foi selecionado e os dois pesquisadores foram até Campinas apresentar sua tese.Em resumo, o trabalho evidencia que a rejeição sofrida pelos dois artistas foi fruto de suas filiações à doutrina de
Augusto Comte
. No entanto, seus talentos e a capacidade de articulação dos positivistas, enquanto grupo político, estão registrados em vários monumentos públicos. Algumas obras, porém, permaneceram circunscritas à ortodoxia da Igreja Positivista do Brasil, pois foram feitas para compor a iconografia do Templo da Humanidade e, portanto, ficaram fora de um circuito social mais amplo. Segundo a apresentação do estudo “
(…)propomos um salto no tempo para considerar o atual estado dessas obras, desde o acidente sofrido pela Igreja Positivista em 2009, quando parte de seu telhado ruiu, até hoje, quando a instituição começa a se reerguer tanto arquitetonicamente quanto culturalmente, sendo esse um esforço para se projetar novamente no espaço público e superar, no século XXI, os silêncios aos quais se viu submetida
“.
José Bonifácio idealiza a bandeira, em quadro do pintor Eduardo de Sá
E indicam seus objetivos com o trabalho:“
1) Apontar alguns episódios da trajetória dos artistas e das suas obras, lendo o silenciamento em torno da sua produção como indicador de posições políticas;
2) Chamar a atenção para os problemas atuais de preservação do acervo histórico da Igreja Positivista do Brasil, que consiste num conjunto documental de grande importância para a história do Brasil, reconhecido, inclusive, pelo Projeto Memória do Mundo, da
UNESCO
;
3) Retomar o debate público sobre símbolos que pretenderam conferir uma identidade à experiência nacional republicana
“.Temos certeza de que tal trabalho vem trazer novas luzes sobre um assunto muito pouco discutido, quer seja sob o aspecto da arte, ou sob o aspecto da história.
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