Papers by Maria João Castro

Arte & Discursos: : dos factos aos relatos construídos por estrangeiros acerca de Portugal

O Viajante Romântico e o Apelo da Ruína

UID/HIS/04666/2013 SRFH/BPD/107783/2015O viajante romântico, amante da cultura e das paisagens se... more UID/HIS/04666/2013 SRFH/BPD/107783/2015O viajante romântico, amante da cultura e das paisagens sentimentais, embarcou no Grand Tour para verificar o mundo e apreciar fragmentos do passado que, nostalgicamente o fizeram reviver um tempo considerado áureo. A contemplação de ruínas de civilizações antigas e perfeições artísticas permitiram-lhe criar um sentimento de melancolia que se repercutiu tanto na criação literária como na produção pictórica subsequente. Idolatrando o pretérito, o romantismo enalteceu a deslocação do Grand Tourist e motivou o desenvolvimento de uma literatura de viagens que viria a influenciar a deslocação na Velha Europa e no Oriente, de artistas, nomeadamente, pintores. Esse oriente exótico e distante originou uma moda que se prolongou ao longo de Oitocentos: o orientalismo.publishersversionpublishe

Modernity and frontiers: Art travel in the colonial context

CRC Press eBooks, Sep 25, 2018

The role of Art in modern global society is unquestionable. In fact, art and travel have come to ... more The role of Art in modern global society is unquestionable. In fact, art and travel have come to occupy an increasingly central place in contemporary culture in a genealogy that began with the Portuguese Discoveries when men set off to conquer and later to build a heritage that was an extension of the metropolitan culture in the distant colony. Although adapted naturally to the intrinsic conditioning restrictions of the overseas territories, the arts travelled from this side of the ocean to the other, perpetuating an inheritance that would become a legacy and a derivative in the post-colonial world of the twenty-first century. This paper aims at providing a perspective of the links between Art, Travel and Colonial Power in the light of postcolonial and modernity studies.

The creation of Verde Gaio: an Art of Propaganda during World War II

Glimpses and memory.: Zanzibar, door of the Portuguese Indian Ocean in Africa

Zanzibar. Arte de um (Re) Encontro

Book Launch Zanzibar: Art of a (Re) Encounter

Os Ballets Russes em Lisboa

O legado dos Ballets Russes

Lisboa e os Ballets Russes

Império e Turismo.: Antologia de Ensaios

Reportório, Biografia, Cronologia, Quadro, Índice Onomástico e Bibliografia

Ballets Russes; a dança, o público e a crítica lisboeta

Research paper thumbnail of O pintor viajante e o ultramar português: Fausto Sampaio e Jorge Barradas
A viagem é uma das temáticas mais actuais, apresentando uma indiscutível vitalidade. Pensar a via... more A viagem é uma das temáticas mais actuais, apresentando uma indiscutível vitalidade. Pensar a viagem ultrapassa o que normalmente se entende por distância de um ponto a outro; a viagem é portanto um produto e um resultado interno e externo, podendo ser abordada de várias ângulos, de entre os quais o do pintor viajante, esse artista temporariamente nómada. Na realidade, tudo começou com o Grand Tour, iniciado no século XVIII e profundamente publicitado ao longo do século XIX, que visava promover a viagem cultural e artística, de uma forma singular. Com efeito, o conhecimento da arte era parte essencial da viagem aristocrática, que o viajante cultivava tanto contemplando quanto produzindo: muitos dos viajantes no Grand Tour eram também artistas amadores, sendo essa a sua única forma de possuir registos visuais numa época ainda tão distante da prática fotográfica de hoje. Observações documentadas visualmente tornavam-se mais valorizadas na emergente cultura do Iluminismo, para a qual a verificação empírica e o seu registo constituíam pressupostos de validade e confiabilidade do saber. Deste modo, fazer desenhos, ou levar um artista para essa tarefa, foi-se tornando essencial e bastante frequente. Assim sendo, o pintor viajante influenciou fortemente a pintura neoclássica e romântica, uma vez que, ao alargar as paisagens produzidas nos novos destinos, não só aumentou o interesse por uma geografia ignorada para a maioria dos públicos, mas principalmente revigorou a própria produção artística. Numa primeira abordagem, o pintor viajante começou por traduzir em termos pictóricos as qualidades dos lugares visitados; depois, tentou ir mais além, intuindo sobre o que sentia nesses lugares tão inacessíveis à sociedade de então. 1 Isso significou que a este artista viajante moderno não caberia apenas a colecta de pedaços brutos de um universo remoto, mas sim a sua transformação em imagem. A novidade do século XIX parece ter sido assim o predomínio da imagem, que passou a ocupar gradualmente o lugar do relato de viagem. 2 Os viajantes queriam levar para casa, ao regressarem, a prova da sua estada em determinado local, que constitui-se, por fim, em registos de memória. Por outro lado, há que recordar que os quadros produzidos por estes artistas circulavam por diversas localidades nos seus países de origem, dando a conhecer toda uma realidade nova, distante e até então só imaginada e de que os exemplos de Eugène Delacroix (1798-1863) e Paul Gauguin (1848Gauguin ( -1903) ) serão, porventura, os mais interessantes. Em relação a Portugal, o cenário desenvolveu-se dentro de moldes bastante particulares. O terramoto de 1775, as invasões francesas, a guerra civil entre liberais e absolutistas e a abolição das ordens religiosas, a falta de meios de transporte eficazes e vias de acesso transitáveis e o relativo atraso na criação de infraestruturas de apoio ao viajante constituíram fortes obstáculos à circulação de artistas estrangeiros e nacionais dentro do território lusitano. Este panorama alterar-se-ia na época romântica quando os artistas começaram a manifestar o seu interesse pelos legados monumentais do passado. A sua primeira forma de expressão terá sido através da "literatura de viagens" e parece ser por esta via que o gosto pelos monumentos históricos se introduziu em Portugal. Almeida Garrett (1799-1854), Ramalho Ortigão (1836-1915), Eça de Queirós (1845-1900) e muitos outros deslocaram-se pelo país e estrangeiro, relatando a experiência vivida, influenciando de sobremaneira a produção pictórica nacional, divulgada/formalizada através de três conceitos específicos: o passado 3 , o exótico 4 e o pitoresco 5 . Todavia, os nossos românticos saíram pouco do país como se pode aferir da sua produção plástica. De entre eles só Silva Porto (1859-1893) visitaria Espanha, Paris e Itália, e na verdade, encerrados na insularidade do país, os artistas desta geração não foram para além dos muros da nação, não sobrando qualquer produção pictórica dos que se atreveram a deambulações pelo estrangeiro. Com efeito, as obras de alguns e tardo-

Research paper thumbnail of Memories of a travelling painter: Fausto Sampaio and the Portuguese Empire

Memories of a travelling painter: Fausto Sampaio and the Portuguese Empire

To reflect on colonial artistic production from a post-colonial perspective means problematising ... more To reflect on colonial artistic production from a post-colonial perspective means problematising its formal and conceptual dimensions which are found within the wider universe of visual discourse. Thus, within the context of reflection on imagistic discourse, which during the 20th century contributed to the construction of an imagined view of the “Portuguese colonial empire”, painting holds a privileged place in the domain of coloniality to help us understand this identity, memory and history while calling upon a multiplicity of experiences and pathways. The travels of the painter Fausto Sampaio (1893-1956), taking him from São Tomé to Macau, from Timor to Portuguese India, as well as throughout mainland Portugal, enabled him to put together a rare pictorial dossier of the Empire. Keywords: Colonial Painting, Empire, Overseas Travel, Contemporary Art.

Zanzibar: Art of a (Re) Encounter

Research paper thumbnail of O Elogio da Sedentarização na Viagem Contemporânea: Literatura, Pintura e Ecrã

O Elogio da Sedentarização na Viagem Contemporânea: Literatura, Pintura e Ecrã

Fronteiras: Journal of Social, Technological and Environmental Science, Dec 28, 2021

Se é verdade que a época em que nos encontramos é “a” época das viagens, não é menos exato que os... more Se é verdade que a época em que nos encontramos é “a” época das viagens, não é menos exato que os turistas/viajantes se deslocam cada vez mais fechados frente ao ecrã do lar, viajando através dele. De facto, as novas tecnologias apenas permitem que nos “desloquemos” de outro modo ao interior de nós mesmos, não prejudicando a essência da viagem mas sim possibilitando uma outra forma de experienciar o mundo. Graças ao mundo em rede e à modernidade tecnológica, é hoje possível ver e “estar” em qualquer espaço do globo terrestre, ou seja, tornou-se quase impossível iniciar uma viagem até um ponto desconhecido e não catalogado. Então porque não abdicar da experiência material e, em vez disso, desfrutar da comodidade de viajar no sofá através do relato de outros, sem despender de dinheiro e padecimentos? Porque não tomar de empréstimo a odisseia dos que se deslocam e fazê-la nossa, personalizando-a? Mas ainda assim, alguém poderá dizer que a viagem não acontece? Este artigo pretende mergulhar no outro lado do espelho da viagem, na dinâmica de quem escolhe o elogio da sedentarização para viajar de uma “outra” forma. O viajante de “poltrona” dos tempos de Plínio, o Velho (século I) evoluiu até chegar à época contemporânea numa dinâmica transfronteiriça que se define a partir de um mundo paralelo mas não menos rico.

The fascination of the Orient in travel literature and painting

International journal of humanities and management sciences, 2016

UID/HIS/04666/2013 SRFH/BPD/107783/2015The journey is one of the most recurring and chameleonic t... more UID/HIS/04666/2013 SRFH/BPD/107783/2015The journey is one of the most recurring and chameleonic themes in contemporary society. The mere undertaking of a journey has undergone a slow and deep transformation, which reflects human evolution and denotes a civilization of undeniable vitality. Undoubtedly the mere appeal of travel has permeated the times, justified by the desire to discover the “Other” and simultaneously discover oneself as other. In fact, the pretext of displacement and movement, has given rise to a literary sub-genre of unusual popularity, establishing a complete vision of Man’s existence in its multiple facets, conflicts and challenges: travel literaturepublishe

Da Academia de Belas-Artes do Porto a Capri: Fragmentos de viagem na pintura de Henrique Pousão

Arte e viagem (pós-)Colonial na Obra de José de Guimarães