Português brasileiro – Wikipédia, a enciclopédia livre
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fevereiro de 2026
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contendo título, autor e data para que o verbete permaneça
verificável
fevereiro de 2026
Português brasileiro
PT-BR
Outros nomes:
português do Brasil
Falado(a)
em:
Brasil
Total de
falantes:
Em torno de 203 milhões
(Censo de 2022)
Posição
Indo-europeia
Família
Românica
Românica ocidental
Ibero-românica
Ibero-ocidental
Galego-português
Português
Português brasileiro
Códigos de língua
ISO 639
-1:
pt-BR
ISO 639-2:
---
Localização do Brasil.
Português brasileiro
(abreviado como
pt-BR
ou simplesmente
PB
), também conhecido como
português do Brasil
, é o termo utilizado para classificar a
variante
da
língua portuguesa
falada de forma nativa pelos mais de 213 milhões de
brasileiros
no país, em 2025
, e pelos mais de 4 milhões,
que vivem fora do Brasil
Academia Brasileira de Letras
(ABL), embora seja uma instituição cultural importante no desenvolvimento do português brasileiro, não possui poder regulatório legal sobre a língua, que é moldada pelo uso e por normas educacionais no Brasil.
É, de longe, a mais falada e escrita variante do português, tradicionalmente descrita por gramáticos
prescritivistas
e filólogos, ainda que estudos modernos da Linguística, como o
projeto NURC
, venham apontando significativas disparidades entre a gramática tradicional e o português brasileiro de fato, inclusive em suas variedades de prestígio. Tais diferenças, bem como outras características particulares do português brasileiro, o distinguem especialmente do português europeu, embora permaneça uma variante do português dentro da família das línguas românicas, o que tem levado alguns estudiosos a interpretá-lo como uma língua distinta.
No decorrer da sua história, o português brasileiro incorporou empréstimos de termos indígenas, especialmente do
tupi antigo
mas também de línguas africanas, sobretudo do
iorubá
quicongo
quimbundo
umbundo
com
dialetos italianos
alemães
espanhóis
, e inúmeros exemplos mais, em casos regionais. Muitas diferenças do português brasileiro em relação ao
português europeu
são apontadas como tendo origem nesse contato, enquanto que outras são apontadas como conservação de características do português quinhentista que não ocorrem em Portugal da mesma maneira.
Há várias diferenças entre o
português europeu
e o português brasileiro, especialmente no
vocabulário
pronúncia
sintaxe
, principalmente nas variedades
vernáculas
; nos textos formais as diferenças também existem, mas são bem menores. Devido à forte influência que o português brasileiro sofreu de outros idiomas, especialmente do tupi, a diferença entre a linguagem escrita e a falada se tornou bem maior do que a do português europeu.
10
Adotado pelo Brasil e por alguns outros países, o
Acordo Ortográfico de 1990
tem por base critérios
fonéticos
fonológicos
etimológicos
tradicionais
, desconsiderando muitas particularidades linguísticas desses países.
O português brasileiro é falado não só no Brasil mas em muitos outros países pela importância que tem na
América Latina
e no
hemisfério Sul
, além de sua grande
diáspora
, de notável presença em países como
Estados Unidos
Portugal
Paraguai
Reino Unido
Japão
Itália
Espanha
Alemanha
Canadá
Argentina
11
No entanto, a difusão do português brasileiro mundo afora não conta com os mesmos
suportes que o português europeu recebe de Portugal
, que, por sua vez, não beira a mesma magnitude de políticas de difusão linguística alemãs, espanholas, francesas, inglesas e companhia.
12
História
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Línguas indígenas americanas ou ameríndias
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Antes da chegada dos portugueses, estima-se que cerca de 1 500 línguas diferentes eram faladas no território que veio a ser o
Brasil
. Essas são agrupadas em famílias, classificadas como pertencentes aos troncos
tupi
macro-jê
aruaque
. Há famílias, entretanto, que não puderam ser identificadas como relacionadas a nenhum destes troncos, são elas:
caribes
panos
macus
ianomâmis
muras
tucanos
catuquinas
chapacuras
nambiquaras
cadiuéu-guaicurus
. Evidentemente, o facto de duas sociedades indígenas americanas falarem línguas pertencentes a uma mesma família não faz com que seus membros consigam entender-se mutuamente.
13
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O génio sem ventura e o amor sem brilho!
Olavo Bilac
14
Apesar de o Brasil ter sido descoberto oficialmente em 1500 pelos portugueses, sua
colonização
europeia só começou efetivamente em 1532. No mesmo ano, o rei de Portugal,
João III
, organizou a primeira expedição com objetivos de colonização. Foi comandada por
Martim Afonso de Sousa
15
e tinha, como metas, povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de
cana-de-açúcar
no Brasil. Com isso, a
língua portuguesa
passou a ser usada factualmente no território hoje conhecido como Brasil. Ao mesmo tempo, outras nações europeias vieram para o Brasil, como a
França
e a Holanda (que chegou a instalar uma colônia na região que é hoje o Estado de
Pernambuco
).
16
No início da
colonização portuguesa no Brasil
, a língua dos ameríndios
tupinambás
tronco tupi
) era falada numa enorme extensão de território ao longo da costa atlântica. No
século XVI
, ela passou a ser aprendida pelos portugueses, que, de início, eram uma minoria entre a população local. Aos poucos, o uso dessa língua, chamada de "
brasílica
", se intensificou e generalizou-se de tal forma que passou a ser falada por quase toda a população que integrava o sistema colonial brasileiro. Com o decorrer do tempo, ela se modificou e, a partir da segunda metade do
século XVII
, passou a ser chamada de "
língua geral
".
17
Era a
língua de contato
entre
ameríndios
de diferentes línguas e entre ameríndios e portugueses e seus descendentes. A língua geral era, assim, uma
língua franca
no atual território brasileiro.
18
Essa foi a primeira influência que a língua portuguesa recebeu no Brasil. Como tal, deixou algumas marcas no vocabulário popular falado atualmente no país. A língua geral possuía duas variantes:
Língua Geral Paulista
: originária na língua dos
ameríndios
tupi
de
São Vicente
e do alto rio
Tietê
, passou a ser falada pelos
bandeirantes
no
século XVII
. Dessa forma, ouve-se tal idioma em locais em que esses ameríndios jamais estiveram, influenciando o modo de falar dos brasileiros.
nheengatu
(do tupi
ie’engatú
, "língua boa") é uma língua
tupi-guarani
que foi, durante a época
colonial
, falada na
Amazônia
(atualmente, continua a ser falada apenas no noroeste do
estado
do
Amazonas
e na
Venezuela
). O nheengatu é uma língua de comércio que foi desenvolvida ou compilada pelos
jesuítas
portugueses
nos séculos XVII e XVIII, tendo, como fundamentos, o vocabulário e a pronúncia
tupinambá
e, como referência, a gramática da língua portuguesa, tendo sido o vocabulário enriquecido com palavras do
português
e do
castelhano
O português no Brasil
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O Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil, proibindo o uso da língua geral
Com a saída dos holandeses em 1654, o português passou a ser a única "Língua de Estado" do Brasil.
19
No fim do
século XVII
, os
bandeirantes
iniciaram a exploração do interior do continente, e descobriram
ouro
e diamantes. Devido a isso, o número de imigrantes portugueses no Brasil e o número de falantes da Língua Portuguesa no Brasil passaram a aumentar, superando os falantes da língua geral (derivada do tupinambá). Em 17 de agosto de 1758, o
Marquês de Pombal
instituiu o português como a língua oficial do Brasil, ficando proibido o uso da
língua geral
. Nessa altura, devido à evolução natural da língua, o português falado no Brasil já tinha características próprias que o diferenciavam do falado em Portugal.
20
No
século XVII
, por conta da intensificação do cultivo de
cana-de-açúcar
, houve um grande fluxo de escravos vindos da
África
, que se espalharam por todas as regiões ocupadas pelos
portugueses
e que trouxeram uma influência lexical africana para o português falado no Brasil. Para se ter uma ideia, no
século XVI
foram trazidos para o Brasil 100 mil negros. Este número salta para 600 mil no
século XVII
e 1 milhão e 300 mil no
século XVIII
. A influência lexical africana veio principalmente da
língua iorubá
, falada pelos negros vindos da Nigéria, e do
quimbundo
angolano.
21
Com a
transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808
, como consequência das
invasões francesas
, ocorreu uma
relusitanização
no falar da cidade do
Rio de Janeiro
, que passou a ser a capital do país. Acompanhando a família real, chegaram ao Rio de Janeiro cerca de 15 mil portugueses. Essa
relusitanização
expandiu-se e influenciou outras partes do Brasil. O sotaque carioca e seu dialeto (com "s" chiado e sílabas atonais fechadas e tónicas abertas), ainda guarda profunda influência portuguesa provinda deste período.
carece
de fontes
Em 1822, o Brasil tornou-se independente. Com isso muitos imigrantes europeus, como alemães e italianos, chegaram ao país. Em números absolutos os italianos formaram a maior corrente migratória no país. Deste modo, as especificidades linguísticas dos imigrantes italianos interferiram nas transformações da língua portuguesa no Brasil. Assim, palavras foram agregadas de outros idiomas europeus.
22
Nos anos seguintes, a língua local ora era designada de
língua brasileira
, ora de língua nacional, português ou língua portuguesa. Já em 1826, o político
José Clemente Pereira
apresentou um projeto em que propunha que os diplomas dos médicos cirurgiões fossem redigidos «em língua brasileira, que é a mais própria», se bem que essa designação não se tornou prática comum.
23
língua portuguesa
no mundo:
Língua materna
Língua oficial e administrativa
Língua cultural ou secundária
Minorias falantes do português
Crioulos de base portuguesa
Na segunda metade do
século XIX
ocorreu uma tentativa, dos autores
romantistas
, de criar uma
personalidade literal
brasileira. Entretanto, o movimento que consagrou rapidamente a norma brasileira foi o
modernismo brasileiro
. Esse foi um movimento de nacionalização que rompeu com o
parnasianismo
e com a imitação do padrão tradicional do português, privilegiando as peculiaridades do falar brasileiro. O modernismo brasileiro nasceu no dia 11 de fevereiro de 1922, com a
Semana de arte moderna de 1922
, sendo alvo de muitas críticas, como as de
Monteiro Lobato
, que consideravam-no caricato.
24
A posteriori
, o movimento representou uma verdadeira renovação da linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos.
carece
de fontes
A questão do nome da língua seria praticamente encerrada no Brasil com a
Constituição de 1988
em que é referido que «A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil».
23
Há várias ideias acerca de quando começaram a divergir o português do Brasil e o de Portugal. O professor titular da
Universidade de São Paulo
Ataliba Teixeira de Castilho
disse numa entrevista ao Jornal da Unicamp:
25
Há várias posições sobre isso. Uns dizem que a partir do
século XIX
começou a ser construída uma gramática do português brasileiro, quer dizer, uma nova língua, distinta do português europeu. Mas, se analisar o português medieval, como fez a minha mulher Célia Maria Moraes de Castilho em sua tese de doutorado, descobre-se que aquilo que se explicava como um abrasileiramento do português, na verdade, já se encontrava lá, sobretudo nos documentos do
século XV
. Ou seja, esse português veio para o Brasil e foi preservado. Nós estamos fazendo mudanças gramaticais a partir dessa base. Já Portugal, a partir do
século XVIII
, imprimiu um novo rumo à língua. Por isso é que muito do que aqui sobreviveu não existe mais lá. Eles é que estão diferentes, não nós.
26
pt-BR
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pt-BR
é um
código de língua
para o
português brasileiro
, definido por
normas ISO
(ver
ISO 639-1
e ISO 3166-1 alpha-2) e
normas Internet
(ver "IETF language tag").
Léxico
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Ver também:
Léxico da língua portuguesa
Versões da língua portuguesa
Biblioteca Nacional do Brasil
, no
Rio de Janeiro
, a maior da
América Latina
27
Ainda que o léxico brasileiro seja o mesmo que o do
português europeu
, existe uma série de
regionalismos
que podem gerar confusão e desentendimentos entre os falantes das duas variantes. Há ainda as palavras que, apesar de estarem dicionarizadas em ambos os países (Brasil e Portugal), não são utilizadas por um ou por outro, gerando a mesma estranheza quando ouvidas ou lidas por um falante da outra variante.
Tupinismos
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Ver artigo principal:
Tupinismo
São os chamados "brasileirismos" que derivam diretamente da
língua tupi
ou que por ela foram influenciados, como acontece com alguns
sufixos
que, segundo alguns autores, funcionam mais como
adjetivos
do que como sufixos, já que não alteram a constituição morfológica e fonética da palavra a que se ligam. São exemplos destes
sufixos
o -açu (grande), -guaçu (grande) e -mirim (pequeno) nas palavras
arapaçu
(pássaro de bico grande),
babaçu
(palmeira grande),
mandiguaçu
(peixe grande),
abatimirim
(arroz miúdo) ou
mesa-mirim
(mesa pequena). Existem, no entanto, verdadeiros sufixos, como -rana (parecido com) e -oara (valor gentílico) nas palavras
bibirana
(planta da família das
anonáceas
),
brancarana
(mulata clara) ou
paroara
(natural do
Pará
) e
marajoara
(natural da
Ilha do Marajó
Pará
).
Outros exemplos são:
topônimos
Ipanema
Tijuca
Ceará
Taquara
Pará
Curicica
nomes ou sobrenomes de pessoas:
Araci
Jandaia
Iara
substantivos
peculiares da
fauna
flora
: como
cupim
mandioca
jacarandá
abacaxi
caraíba
nomes de utensílios,
crenças
e fenômenos da
natureza
urupema
tipoia
moqueca
mingau
iracema
guri
xará
enfermidades
catapora
varicela
Amerindinismos
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Existem influências de outras línguas ameríndias não tupis que se falavam no país à data da chegada dos
portugueses
e com as quais houve contato. Os índios de língua tupi chamavam de
tapuia
os índios de fala não tupi, termo este que também foi adotado pelos colonizadores portugueses para se referir àqueles índios.
Africanismos
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Ver artigo principal:
Africanismo
O tráfico de
escravos
, especialmente da
África
para os
engenhos
brasileiros, trouxe consigo, mormente de povos
bantos
, toda uma série de termos que em breve seriam acrescentados ao português brasileiro. Duas línguas africanas foram as que tiveram maior influência: o
iorubá
, proveniente em grande parte da atual
Nigéria
e que é chamado de
nagô
em ritos
religiosos
afro-brasileiros
e com influência especialmente na
Bahia
; e o
quimbundo
, proveniente da atual
Angola
e mais rico de vocabulário e de expressão no resto do país.
28
Dialetalismos portugueses
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Há outros brasileirismos aparentes que não passam de formas dialetais portuguesas, oriundas das regiões que forneceram os colonos portugueses que foram antepassados de parte significativa da população do Brasil, como os
Açores
e as várias províncias portuguesas. O resultado foi
prosa
em vez de
conversa
ou
salvar
por
saudar
(ou dar a salvação, como ainda se diz em algumas regiões de Portugal).
Neologismos
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Há palavras novas (neologismos, que designam novos objetos, invenções, técnicas, etc) que têm uma formação distinta da que se verificou em Portugal. São exemplos
ônibus
por oposição a
autocarro
trem
por oposição a
comboio
, ou
bonde
por oposição a
eléctrico
Outros exemplos são
gol
(pt
golo
, do inglês
goal
),
esporte
(pt
desporto
(obs.: desporto se usa no Brasil, mas é, na atualidade, incomum), do inglês
sport
), xampu (pt
champô
, do inglês
shampoo
).
A tabela abaixo ilustra outras diferenças lexicais:
Brasil
Portugal
abridor de garrafas
ou
saca-rolhas
saca-rolhas
abridor de latas
abre-latas
açougue
talho
água-viva
ou
medusa
água-viva, alforreca
ou
medusa
água sanitária
água sanitária, lixívia
AIDS
SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida)
alho-poró
alho-porro
alô?
estou?
amerissagem
amaragem
aquarela
aguarela
arquivo (de computador)
ficheiro
atacante
avançado
aterrissagem
aterragem
acostamento
berma
banheiro, toalete, lavabo, sanitário
casa de banho, lavabos, quarto de banho, sanitários, w.c.
bonde
eléctrico
brócolis
brócolos
café da manhã
pequeno almoço
calcinha
cuecas femininas
caminhão
camião
caminhonete, van, perua
carrinha
camiseta
camisola
camisola
camisa de dormir
canadense
canadiano
câncer
cancro
caqui
dióspiro
carona
boleia
carro conversível
carro descapotável
carteira de identidade
bilhete de identidade/ BI
cílio, pestana, celha
pestana
concreto
betão
descarga
autoclismo
decolagem
descolagem
diretor (de cinema)
realizador
dublagem
dobragem
durex, fita adesiva
fita-cola, fita adesiva
escanteio
pontapé de canto
esparadrapo, bandeide (band-aid)
penso, penso-rápido
estação de trem
gare, estação
estrada de ferro, ferrovia
caminho de ferro, ferrovia
favela
bairro de lata/favela (quando referência ao Brasil)
fones de ouvido
auscultadores, auriculares, fones
freio, breque
travão, freio
gol
golo
gole
golo
goleiro
guarda-redes
grama, relva
relva
grampeador
agrafador
guitarra
guitarra elétrica
isopor
esferovite
israelense, israelita
israelita
maiô
fato de banho
mamadeira
biberão
metrô
metro, metropolitano
Moscou
Moscovo
mouse
rato
nadadeiras, pé-de-pato
barbatanas
nitrogênio
azoto, nitrogénio
ônibus
autocarro
Papai Noel
Pai Natal
pebolim (ou totó)
matraquilhos
perua, van
carrinha
pinha, fruta-do-conde
anona
polonês, polaco
polaco
privada sanitária, vaso sanitário ou privada
retrete ou sanita
salva-vidas
ou
guarda-vidas
salva-vidas
ou
nadador-salvador
sanduíche
sandes ou sanduíche
secretária eletrônica
atendedor de chamadas
sorvete
gelado
sunga
ou
calção de banho
calções de banho, calção de banho
tcheco, checo
checo
tela
ecrã (TV) ou monitor (computador)
(telefone) celular
telemóvel
terno
fato
tiro de meta
pontapé de baliza
torcida
claque
trem
comboio
violão
guitarra
zagueiro
defesa central
Fonologia
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Ver também:
Fonologia da língua portuguesa
Os fonemas usados no português do Brasil são, muitas vezes, diferentes dos usados no português europeu, ou seja, uma mesma palavra tem notação fonética diferente no Brasil da dos outros países lusófonos. Existem vários dialetos dentro do português brasileiro e o europeu, entretanto, dentro de cada padrão, esses dialetos compartilham as mesmas peculiaridades básicas do ponto de vista fonético. O português brasileiro utiliza 34 fonemas, sendo treze vogais, dezenove consoantes e duas semivogais.
Fonema *
Características fonéticas
Exemplos **
Vogais
/a/
Aberta, central, oral, não arredondada.
tomo,
rte.
/ɐ/
Semiaberta (dialetalmente semifechada possível no Rio de Janeiro), central, oral (possivelmente nasal quando na sílaba tônica antes de consoante nasal), não arredondada.
no, r
mo, l
nho.
/ɐ̃/
Semiaberta, central, nasal, não arredondada.
an
tes,
am
plo, maç
âm
bito,
ân
sia.
/ɛ/
Semiaberta, frontal, oral, não arredondada.
trica, p
ça.
/e/
Semifechada, frontal, oral, não arredondada
do, p
ssego.
/ẽ/
Semifechada, frontal, nasal, não arredondada
em
pre,
êm
bolo, c
en
tro, conc
ên
trico, t
êm
, tam
bém
.**
/ɔ/
semiaberta (dialetalmente aberta possível no Rio de Janeiro), posterior, oral, arredondada
tima,
va.
/o/
Semifechada, posterior, oral, arredondada
lha, av
/õ/
Semifechada, posterior, nasal, arredondada.
om
bro,
on
tem, c
ôm
puto, c
ôn
sul.
/i/
Fechada, frontal, oral, não arredondada
tem, silv
cola.
/ĩ/
Fechada, frontal, nasal, não arredondada.
im
ples, s
ím
bolo, t
in
ta, s
ín
crono.
/u/
Fechada, posterior, oral, arredondada
va,
tero.
/ũ/
Fechada, posterior, nasal, arredondada.
alg
um
, pl
úm
beo, n
un
ca, ren
ún
cia, m
ui
to.
Consoantes
/m/
Nasal, sonora, bilabial
arca.
/n/
Nasal, sonora, alveolar
ervo.
/ɲ/
/ȷ̃/
Nasal sonora palatal ou Aproximante palatal nasalizada (varia com o falante)
arra
nh
ado.
/b/
Oral, oclusiva, bilabial, sonora
arco.
/p/
Oral, oclusiva, bilabial, surda
ato.
/d/
Oral, oclusiva, linguodental, sonora
ata.
/t/
Oral, oclusiva, linguodental, surda
elha.
/g/
Oral, oclusiva, velar, sonora
ato.
/k/
Oral, oclusiva, velar, surda
arro,
uanto.
/v/
Oral, fricativa, labiodental, sonora
ento.
/f/
Oral, fricativa, labiodental, surda
arelo.
/z/
Oral, fricativa, alveolar, sonora
ero, ca
a, e
alar.
/s/
Oral, fricativa, alveolar, surda
eta,
ebola, espe
ss
o, e
xc
esso, a
úcar, au
ílio, a
sc
eta.
/ʒ/
Oral, fricativa, pós-alveolar, sonora
elo,
arro.
/ʃ/
Oral, fricativa, pós-alveolar, surda
arope,
ch
uva.
/ʁ/
Oral, vibrante, sonora, uvular. Inúmeros
alófonos
pelo território nacional, costuma ter esta exata pronúncia apenas em Santa Catarina, no Paraná, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e na Zona da Mata Mineira como resultado da maior influência europeia na região.
ato, ca
rr
oça.
/ɾ/
Oral, vibrante, sonora, alveolar
va
iação.
/ʎ/
Oral, lateral aproximante, sonora, palatal. Ausente no
dialeto caipira
e socioletos de baixo prestígio por todo o território nacional, possuindo como alófonos
/j/
/l/
em tais ambientes.
cava
lh
eiro.
/l/
Oral, lateral aproximante, sonora, alveolar
uz.
Semivogais
/j/
/ȷ̃/
Oral, palatal, sonora
vo, m
ãe
, ár
a, t
êm
, tamb
ém
, viv
em
/w/
/w̃/
Oral, velar, sonora. Uso como
/ɫ/
vocalizado possui como alófono
/ɻ/
no dialeto caipira e
/ɫ/
em certos regionalismos do dialeto gaúcho, como o original do português europeu.
tomático, móve
, p
ão
, freq
ente, fal
am
Comparação com português europeu
editar
editar código
Alguns autores sugerem que o português do Brasil seguiu as características do português europeu do Centro-Sul.
29
No entanto, dados históricos provam que a grande maioria dos
imigrantes portugueses
que se instalaram no Brasil durante não só o período colonial mas também no período pós-colonial eram oriundos das regiões Norte/Nordeste do país, o que sugere que o português do Brasil poderia ter uma grande influência dos dialetos setentrionais de Portugal.
30
Alguns aspectos conservadores e inovadores da fonética brasileira:
Aspectos conservadores
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Na maior parte do Brasil, os -s e -z em final de palavra ou diante de consoante surda são realizados como [s] (como em "atrás" ou "uma vez") ou como [z] diante de consoante sonora ("desde"), em vez de [ʃ] e [ʒ] como em Portugal.
As
vogais
átonas permaneceram abertas, perpetuando "mais uma vez a pronúncia de Portugal antes das grandes mutações fonéticas do
século XVIII
".
31
Por outro lado, certas inovações fonéticas ocorridas no português europeu no
século XIX
foram ignoradas no Brasil: manteve-se a pronúncia [ej] em
ditongos
como do "ei" em "primeiro", versus a pronúncia [ɐj]; a pronúncia do "e" tônico como [e], versus [ɐ], em palavras como "espelho" ou "vejo".
32
Aspectos inovadores
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Entre outros, assinalam-se os seguintes:
Desaparição da oposição entre timbre aberto e fechado nas vogais tônicas
seguidas de consoante nasal (ex: "vênia" vs. "vénia", "Antônio" vs. "António");
O mesmo fenômeno ocorre nas vogais das sílabas pretônicas (ex: o primeiro "a" de cadeira, pronunciado /a/ no Brasil e /ɐ/ em Portugal);
Vocalização do "l" velar, como em "animal", que em algumas regiões é pronunciado [ɐ̃niˈmaw].
33
Os fenômenos fonológicos do PB que não ocorreram no PE ora são apresentados pelos tupinólogos como provas da influência tupi, ora pelos africanistas como influência das línguas dos escravos. Alguns autores, porém, contestam a tese de que esse tipo de influência tenha sido determinante, preferindo interpretar tais mudanças fonéticas como "desenvolvimento ou a realização de tendências latentes, embrionárias ou incipientes na língua-tronco",
34
porquanto tais fenômenos são encontrados em outras línguas neolatinas:
ensurdecimento e queda do
final: ocorre também em
francês
provençal
catalão
andaluz
, etc.;
ieísmo (e. g. *
mu
er
por
mu
lh
er
ou *
traba
por
traba
lh
): no francês, em espanhol, no galego, em Portugal, em dialetos crioulos portugueses;
redução de
nd
nos
gerúndios
(e. g. *
anda
em vez de
anda
nd
): efetuou-se no catalão antigo, aragonês, italiano centro-meridional;
alguns casos de
epêntese
(e. g., *

por
flor
ou *
que
laro
por
claro
): aparece na evolução do latim nas diversas línguas românicas;
terminação verbal átona desnasalizada (e. g. *
amar
por
amar
am
): ocorre o mesmo em alguns falares do
Norte de Portugal
, como o do
Baixo Minho
queda ou vocalização do
final (e. g. *
fina
em vez de
fina
): possível de ouvir também em algumas zonas do
Alto Minho
, no
Norte de Portugal
, e da
Madeira
, em
Portugal Insular
Nota: o asterisco (*) marca as palavras ortograficamente incorretas
Nasalização
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A nasalização é muito mais presente no português brasileiro que no europeu. Isso é especialmente perceptível em vogais antes de /n/ ou /m/ seguidos de vogal; no PB, são pronunciadas com tanta nasalização quanto as vogais foneticamente nasalizadas, enquanto no PE quase não têm nasalização. Pelo mesmo motivo, vogais abertas (que não ocorrem em nasalização no português em geral) não ocorrem antes de /n/ ou /m/ no PB, mas ocorrem no PE. Isso pode afetar a escrita das palavras, sendo a explicação para a maior parte das duplas grafias permitidas pelo
Acordo Ortográfico
, como
harmónico
[ɐɾˈmɔniku] e
harmônico
[aɦˈmõniku]. Um outro caso é a distinção que o PE faz entre
falamos
[fɐˈlɐmuʃ] e
falámos
[fɐˈlamuʃ], enquanto os brasileiros pronunciam os dois tempos verbais como [faˈlɐ̃mus].
De acordo com muitos historiadores, entre eles os célebres
Teodoro Sampaio
Mário de Andrade
Roquette-Pinto
, a nasalação da maior parte dos falares brasileiros é uma herança tipicamente indígena.
35
Que as línguas autóctones desta parte das
Américas
, especialmente o
tupi
, eram muito nasais, é indiscutível.
35
No livro
Aspectos da música brasileira
, de Mário de Andrade, há a seguinte citação de Teodoro Sampaio:
(...) O vício da nasalação, herdado do índio, leva ainda hoje o brasileiro a fazer nasais sons que em
vocábulos portugueses
absolutamente não o são brasileira é um vício que os índios exclusivamente nos herdaram.
Uma exceção importante é a maior cidade do país,
São Paulo
, onde, supostamente pela influência da forte imigração italiana, a nasalização de vogais tônicas antes de consoante nasal não ocorre. Dessa forma, a palavra
homens
é pronunciada em São Paulo com um /o/ oral, não nasal, ao invés do /õ/ nasal ouvido em grande parte do Brasil. Isso é tornado especialmente relevante pela condição de São Paulo como grande centro da mídia brasileira, sede das principais emissoras de televisão (à exceção da
Rede Globo
), o que faz com que essa pronúncia não nasal seja ouvida em boa parte da programação nacional de televisão e rádio.
Um fenômeno relacionado ao já descrito é uma divergência de pronúncia da consoante representada por
nh
. No PE, a pronúncia é sempre [ɲ], mas, em boa parte do Brasil, é realizada como a semivogal nasalizada [j̃].
36
Exemplo: manhãzinha [mɐ̃j̃ɐ̃zĩj̃ɐ].
Redução de vogais
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A redução de vogais é uma característica fonética notável da língua portuguesa, mas sua intensidade e frequência são variáveis entre a variante europeia e a brasileira.
De forma geral, os brasileiros pronunciam as vogais de forma mais aberta que os portugueses, mesmo quando estão reduzindo-as.
37
Nas sílabas seguintes à tônica, o PB geralmente pronuncia o O como [u], o A como [ɐ] e o E como [i]. Alguns dialetos do PB seguem esse padrão também nas vogais anteriores à sílaba tônica.
Em contraste, o PE pronuncia o A átono principalmente como [ɐ], elide (não pronuncia) algumas vogais átonas ou as reduz a uma vogal [ɨ] (um som que não existe no português do Brasil). Por exemplo, a palavra setembro é [seˈtẽbɾu]/[sɛˈtẽbɾʊ] no Brasil mas [s(ɨ)ˈtẽbɾu] em Portugal.
A principal diferença entre os dialetos internos do Brasil é a presença frequente ou não de vogais abertas em sílabas átonas. Em geral, os dialetos do
Sul
Sudeste
sempre pronunciam E e O átonos como [e] e [o], isso quando não são reduzidos a [i] e [u]. Nesse caso a pronúncia pode variar de palavra para palavra ou até de falante para falante. Em contraste, nos sotaques do
Norte
Nordeste
há muitas regras complexas, ainda não muito estudadas, que determinam a pronúncia aberta de E e O em posição átona em muitas palavras. Exemplo: “rebolar”, que se fala [heboˈla] no Sudeste e [hɛbɔˈla] no
Nordeste
Uma outra diferença perceptível, mesmo que pequena, entre os dialetos é a frequência de nasalização das vogais antes de M e N. No Norte-Nordeste, são nasalizadas quase sempre, enquanto no Sul-Sudeste podem permanecer não nasalizadas se forem átonas. Um exemplo famoso é a pronúncia de
banana
. No Nordeste se fala [bɐ̃ˈnɐ̃nɐ], enquanto no Sul a pronúncia é [baˈnɐ̃nɐ].
Palatalização de /di/ e /ti/
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Uma das tendências mais notáveis do PB moderno é a
palatalização
de
/d/
/t/
na maioria das regiões; esses sons são pronunciados como
[dʒ]
[tʃ]
(ou
[dᶾ]
[tᶴ]
), respectivamente, antes de
/i/
. A palavra
presidente
, por exemplo, se fala
[pɾeziˈdẽtᶴi]
nas regiões brasileiras em que esse fenómeno ocorre, mas
[pɾɨziˈdẽt(ɨ)]
em Portugal.
Essa pronúncia deve ter começado no
Rio de Janeiro
e ainda é frequentemente associada a essa cidade, mas atualmente é a norma em muitos outros estados e grandes cidades, como
Belo Horizonte
Salvador
. Recentemente, foi difundida para algumas regiões do estado de
São Paulo
(talvez pela imigração), onde é comum para a maioria dos falantes abaixo de 40 anos, em média. Sempre foi a norma na comunidade japonesa do Brasil, por ser também uma característica da
língua japonesa
. As regiões que ainda preservam o
[ti]
e o
[di]
não palatalizados se localizam principalmente no Nordeste e no Sul do país, por conta da influência maior do português europeu (no Nordeste) e do
italiano
e do
espanhol
(no caso do Sul).
Epêntese em encontros consonantais
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O PB tende a desfazer
encontros consonantais
em que a primeira consoante não seja
/r/
/l/
, ou
/s/
por meio da inserção da vogal
epentética
/i/
, que também pode ser caracterizada, em certos contextos, como um
xevá
38
Esse fenómeno acontece predominantemente em posição pretónica e com os encontros consonantais
ks
ps
bj
dj
dv
kt
bt
ft
mn
tm
dm
, isto é, encontros consonantais que não são comuns em português. Exemplo: "opção":
[ɔpˈsɐ̃ʊ̃]
[ɔpiˈsɐ̃ʊ̃]
).
No entanto, algumas regiões brasileiras (como
Minas Gerais
e partes do Nordeste) apresentam uma tendência oposta, de reduzir a vogal átona
[i]
em uma vogal muito fraca, o que faz com que
partes
ou
destratar
sejam frequentemente realizados como [pahts] e
[dstɾaˈta]
. Esse fenómeno pode ocorrer ainda mais intensamente em vogais átonas pós-tónicas (exceto as finais), causando a redução da palavra e a criação de encontros consonantais:
prática
prát'ca
máquina
maq'na
abóbora
abobra
cócega
cosca
).
39
Supressão do R e vocalização do L
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Na maioria das regiões do Brasil,
[ʀ]
(o som do dígrafo RR) é enfraquecido a
[χ]
ou
[h]
, e o som representado pela letra R em fim de sílaba (qualquer que seja esse som no dialeto em questão), quando está no fim de verbos, costuma ser suprimido em contextos não formais. Assim, matar e correr são normalmente pronunciados como
[maˈta]
[koˈhe]
. Isto também é visto em PE, mas com menos frequência.
40
Paralelamente, o som
/l/
em fim de sílaba é pronunciado como
[u̯]
em quase todos os dialetos do país. Esses fenômenos, combinados com o fato de que
/n/
/m/
não ocorrem em fim de sílaba em português (sendo substituídos pela nasalização da vogal anterior), fazem com que o PB tenha uma fonologia que favorece fortemente sílabas abertas. Na quase totalidade do
Brasil
, a letra 'r' possui fonologia de
[h]
, como exemplo a palavra "porta" fica pronunciada
['pohta]
. Os únicos locais em que isso não ocorre é em
São Paulo
Paraná
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
, talvez por conta da grande imigração portuguesa,
italiana
alemã
eslava
Dialetos do português brasileiro
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Dialetos
do
português brasileiro
Caipira
Costa norte
Baiano
Fluminense
Gaúcho
Mineiro
Nordestino
Nortista
Paulistano
10
Sertanejo
11
Sulista
12
Florianopolitano
13
Carioca
14
Brasiliense
15
Serra amazônica
16
Recifense
A fala popular brasileira apresenta uma relativa unidade, apesar das dimensões continentais do Brasil. A comparação das variedades dialetais do português brasileiro com as do
português europeu
leva à conclusão de que aquelas representam em conjunto um sincretismo destas, já que quase todos os traços regionais ou do português padrão europeu que não aparecem na língua culta brasileira são encontrados em algum dialeto do Brasil.
Há pouca precisão na divisão dialetal brasileira. Alguns dialetos, como o
dialeto caipira
, já foram estudados, estabelecidos e reconhecidos por linguistas tais como
Amadeu Amaral
. Contudo, há poucos estudos a respeito da maioria dos demais dialetos, e atualmente aceita-se a classificação proposta pelo
filólogo
Antenor Nascentes
. Em entrevista ao jornal da UNICAMP,
25
o linguista
Ataliba Teixeira de Castilho
diz que o padrão do português paulista espalhou-se pelo Brasil. "Se você olhar mapas que retratem os movimentos das bandeiras, das entradas e dos tropeiros, verá que os paulistas tomaram várias direções, para Minas e Goiás, para o Mato Grosso, para os estados do sul. Tudo isso integrava a Capitania de São Paulo. Na direção do Vale do Paraíba, eles levaram o português paulista até
Macaé
, no estado do
Rio de Janeiro
. Era paulista a língua que se falava no Rio de Janeiro. Isso mudou em 1808, quando a população do Rio era de 14 mil habitantes e D. João VI chegou com sua Corte, cerca de 16 mil portugueses. Não eram portugueses quaisquer. Eram portugueses da Corte. Seu prestígio fez com que imediatamente a língua local fosse alterada.
A primeira célula mais marcante do português brasileiro surgiu em Minas Gerais com a exploração de pedras preciosas, quando bandeirantes paulistas, escravos, índios e europeus criaram um jeito de pronunciar que se espalhou pelo país através do comércio e outras formas. Os principais dialetos do português brasileiro são:
Baiano
Predominantemente na
Bahia
, mas utilizado em regiões de
Sergipe
e de
Minas Gerais
41
Possui duas variantes principais, que são a soteropolitana-litorânea (mais ao leste, norte e oeste) e a catingueira (mais ao centro e sul)
42
Brasiliense
Brasília
e em sua
área metropolitana
, Candango.
43
Caipira
Interior de São Paulo
, sul de
Goiás
, o extremo norte do
Paraná
, parte do
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
, sul de
Minas Gerais
Triângulo Mineiro
44
Costa Norte
ou cearensês
Basicamente no
Ceará
, no
Piauí
e em partes do
Maranhão
44
Carioca
Rio de Janeiro
e sua
região metropolitana
44
Florianopolitano
ou manezês
Dialeto, derivado do sulista e do gaúcho e com características do
dialeto açoriano
, utilizado na
Região Metropolitana de Florianópolis
e em regiões do litoral catarinense.
44
Fluminense
ou sudestino (
ouvir
Principalmente no Espírito Santo, na região serrana e no norte do estado do Rio de Janeiro, com falantes no sudeste de Minas Gerais.
44
Gaúcho
ou guasca
Rio Grande do Sul
, contudo falado em regiões de
Santa Catarina
44
Mineiro
ou montanhês
Principalmente nas regiões central e leste de
Minas Gerais
44
Neutro
Geralmente usado nos
meios de comunicação
em massa pelos seus profissionais, mas também usado em algumas regiões urbanas brasileiras e em cursos de português para estrangeiros.
45
46
Nordestino
ouvir
Interiores da
Região Nordeste do Brasil
41
como em
Pernambuco
Alagoas
Paraíba
Rio Grande do Norte
, parte de
Sergipe
, parte do
Piauí
, parte do
Maranhão
, sul do
Ceará
e norte da
Bahia
47
Possui diferenças linguísticas - subdialetos, sendo os três principais: litorâneo, ou oriental, se estendendo desde
Aracaju
até
Natal
; do interior, falado nas regiões do agreste e da caatinga; e dos cocais (ocidental), falado em partes do Piauí e do Maranhão.
Nortista
Bacia do rio Amazonas
(excetuando-se somente a região do
arco do desflorestamento
).
41
Considera-se que tenha até seis subdialetos: o cametaês, utilizado na região de
Cametá
e em algumas regiões da
Ilha do Marajó
; o bragantinês, falado na
região de Bragança
; o metropolitano amazônico, falado nas capitais
Belém
Manaus
; e as três zonas de contato fronteiriço oiapoquês,
48
roraimês
49
acreanês
nota 1
Paulistano
Basicamente na
Macrometrópole de São Paulo
(com exceção dos municípios falantes do dialeto caipira).
44
Recifense
ou mateiro
Região Metropolitana do Recife
, e em áreas próximas.
44
Serra amazônica
50
ou do arco do desflorestamento
Sul e leste da região Amazônica (nas regiões montanhosas, por isso Serra Amazônica): centro e sul de
Rondônia
, norte de Mato Grosso, oeste, centro e norte do
Tocantins
, sudoeste do
Maranhão
e sudeste do
Pará
. São marcantes as diferenças entre o dialeto desta região e o da bacia amazônica.
Sertanejo
Goiás
, sul de
Mato Grosso
, em parte do Tocantins, e em parte do
Mato Grosso do Sul
44
Sulista
Paraná
, com exceção da região norte, praticamente todo o estado de
Santa Catarina
e no sul do estado de
São Paulo
44
Diversos linguistas têm estudado os vários dialetos do português brasileiro e verificam que os dialetos individuais se podem agrupar em grupos maiores e estes, por sua vez, em dois grandes grupos - o do norte e o do sul. Na
Nova Gramática do Português Contemporâneo
(1996) Celso Cunha e Lindley Cintra citam
Antenor Nascentes
sobre este assunto:
"De acordo com Antenor Nascentes é possível distinguir dois grupos de dialectos brasileiros – o do Norte e o do Sul -, tendo em conta dois traços fundamentais:
a) abertura das vogais pretônicas, nos dialectos do Norte, em palavras que não sejam diminutivos nem advérbios em mente: pègar por pegar, còrrer por correr;
b) o que ele chama um tanto impressionisticamente «cadência» da fala: fala «cantada» no Norte, fala «descansada» no Sul.
A fronteira entre os dois grupos de dialectos passa por «uma zona que ocupa uma posição mais ou menos equidistante dos extremos setentrional e meridional do país. Esta zona se estende, mais ou menos, da foz do rio Mucuri, entre Espírito Santo e Bahia, até à cidade de Mato Grosso, no Estado do mesmo nome.»"
51
Assim, de acordo com as suas características (maior ou menor semelhança entre eles), os dialetos do português brasileiro acima mencionados podem ser agrupados do seguinte modo:
Grupos de dialetos
47
52
53
54
Norte
Nortista
(inclui as cidades de
Belém
Manaus
Macapá
Porto Velho
Rio Branco
Boa Vista
Baiano
(inclui as cidades de
Salvador
Aracaju
Vitória da Conquista
Barreiras
Nordestino
(inclui as cidades de
Natal
Maceió
São Luís
Petrolina
Juazeiro
Oeiras
Costa norte
/Cearense (inclui as cidades de
Fortaleza
Teresina
Mossoró
Caxias
Recifense
Recife
e arredores)
Sul
Fluminense
Lato (inclui as cidades de
Campos
Vitória
Juiz de Fora
Carioca
Rio de Janeiro
e arredores)
Mineiro
/Montanhês (inclui as cidades de
Belo Horizonte
Ouro Preto
Ipatinga
Barbacena
Sulista Lato
Paulista Lato
Paulistano
/Paulista Próprio (inclui
São Paulo
Santos
e arredores)
Caipira
(inclui as cidade de
Campinas
Ribeirão Preto
Uberlândia
Catalão
Goiânia
Sertanejo
(inclui as cidades de
Campo Grande
Cuiabá
Jataí
Barra do Garças
Niquelândia
Sulista
Estrito (inclui as cidades de
Curitiba
Foz do Iguaçu
Joinville
Chapecó
Florianopolitano
Manezês
Florianópolis
Ilha de Santa Catarina
Gaúcho
(inclui as cidades de
Porto Alegre
Santa Maria
Uruguaiana
Dialetos Híbridos
Brasiliense
(inclui
Brasília
e arredores)
Neutro
(dialeto criado após o surgimento das transmissões televisivas em rede via satélite, não é característico de alguma região e por conta disso é usado como padrão para os meios de comunicação em massa)
45
55
Serra amazônica
50
/Arco do desflorestamento (inclui
Palmas
Marabá
Sinop
Araguaína
Ji-Paraná
Imperatriz
Dialeto padrão
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A sede da
Academia Brasileira de Letras
no
Rio de Janeiro
Os dialetos das cidades de
São Paulo
Rio de Janeiro
são os que têm maior exposição nacional, devido à condição de centro econômico e midiático das duas cidades. O dialeto paulistano é apontado como o mais prestigioso entre os brasileiros,
56
enquanto que o dialeto do Rio de Janeiro
57
é apontado com maior frequência como possível dialeto padrão brasileiro.
58
Desde a década de 1960, o dialeto usado como padrão na mídia é definido como sendo
neutro
, por carregar elementos comuns à maioria dos sotaques do Brasil.
45
55
Ortografia
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Ver artigo principal:
Ortografia da língua portuguesa
Desde 1945, existiam duas normas ortográficas para o português: uma em vigor no Brasil e outra nos restantes países lusófonos. A maior parte das diferenças diz respeito às consoantes "mudas", que haviam sido eliminadas da escrita no Brasil. Por exemplo, as palavras
ação
atual,
que em Portugal eram grafadas
acção
actual
, mas ditas como no PB.
Português europeu antes do Acordo Ortográfico de 1990
Português brasileiro antes e depois do Acordo Ortográfico de 1990
acção
ação
baptismo
batismo
contacto
contato ou contacto (menos usado)
contactar
contatar ou contactar (ainda comum em Norte e Nordeste)
direcção
direção
eléctrico
elétrico
facto
fato ou facto (usado apenas como formalismo)
óptimo
ótimo
Com a implementação do
Acordo Ortográfico de 1990
, aprovado pela
Assembleia da República
portuguesa e assinado pelo
Presidente da República
a 21 de julho de 2008, a maioria das consoantes mudas foram também eliminadas da ortografia oficial do português europeu, restando apenas um número pequeno de palavras que admitem ortografia dupla, geralmente quando a consoante é muda no português europeu, mas pronunciada no português brasileiro (por exemplo, em
recepção
), ou vice-versa (por exemplo, em
facto
).
O trema
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Até a entrada em vigor do
Acordo Ortográfico de 1990
, em janeiro de 2009, o
trema
era usado no português brasileiro para assinalar que a letra
nas combinações
que
qui
gue
gui
, normalmente muda, deve ser pronunciada. Exemplos:
sangüíneo
(pronuncia-se
/sãˈgwinju/
) e
conseqüência
(pronuncia-se
/kõseˈkwẽsja/
).
Com a entrada em vigor no novo
Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
a partir de 1º de janeiro de 2009 o trema deixou de ser usado, a não ser em nomes próprios e seus derivados. Palavras como
lingüiça
seqüestro
tranqüilo
deixam de ter trema. No entanto, o
acento
continua a ser usado em palavras estrangeiras e seus derivados:
Müller
mülleriano
Bündchen
são exemplos.
Até 2012 no Brasil e até 2014 em Portugal, vigorou um período de adaptação, durante o qual tanto a antiga ortografia do
Formulário Ortográfico de 1943
e da
Reforma Ortográfica de 1911
respectivamente, como a nova do Acordo Ortográfico de 1990 foram oficialmente aceitas como válidas.
A ortografia do
português europeu
já não utilizava o trema, reservando-o para palavras derivadas de nomes estrangeiros, como
mülleriano
(do antropônimo
Müller
).
Acordo Ortográfico de 1990
Formulário Ortográfico de 1943
linguiça
lingüiça
sequência
seqüência
frequência
freqüência
quinquênio
qüinqüênio
pinguim
pingüim
bilíngue
bilíngüe
trilíngue
trilíngüe
quinquelíngue
qüinqüelíngüe
sequestro
seqüestro
Acentuação gráfica
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Devido à diferença de pronúncia entre o português falado no Brasil e o falado em Portugal, as proparoxítonas que no Brasil recebem acento circunflexo, por terem a vogal tônica fechada, em Portugal recebem acento agudo, por terem a vogal tônica aberta. Observe:
Português europeu
Português brasileiro
cómodo
cômodo
fenómeno
fenômeno
tónico
tônico
génio
gênio
Note-se que existem exceções à esta regra, com palavras proparoxítonas a receberem acento circunflexo em ambas as normas:
fêmea
estômago
, etc. (Em algumas variantes de português europeu, particularmente no Norte de Portugal, a pronúncia de fato é
fémea
estómago
, apesar da grafia.). A grafia dupla, entretanto, é permitida, embora não recomendada para ocasiões em que se deve seguir aquela ou esta norma do país em questão (como em concurso públicos)
59
Na
língua portuguesa
, todas as
palavras
possuem uma
sílaba tônica
: a que recebe a maior
inflexão de voz
. Nem todas, porém, são marcadas pelo
acento gráfico
. As
sílabas
são subdivididas em tônicas, subtônicas e átonas.
Acento fonético
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De acordo com as teorias tradicionais, o
acento
no português é abordado nos seguintes aspectos.
Sílaba tônica
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sílaba tônica
é a mais forte da
palavra
. Só existe uma
sílaba tônica
em cada palavra.
O guaraná - A sílaba tônica é a última (ná). A palavra é, portanto,
oxítona
O táxi - A sílaba tônica é a penúltima (tá). A palavra é, portanto,
paroxítona
A própolis - A sílaba tônica é a antepenúltima (pró). A palavra é, portanto,
proparoxítona
A sílaba tônica sempre se encontra em uma destas três sílabas: na última (a palavra é oxítona), na penúltima (paroxítona) ou na antepenúltima (proparoxítona).
Sílaba subtônica
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sílaba subtônica
só existe em
palavras
derivadas, que são as que provêm de outra palavra. Coincide com a tônica da
palavra primitiva
, ou seja, a sílaba tônica da palavra primitiva se transforma em subtônica da derivada.
Guaranazinho - A sílaba tônica é zi, e a subtônica, na, pois era a
tônica da primitiva
(guaraná).
Taxímetro - A sílaba tônica é xí, e a subtônica, ta, pois era a tônica da primitiva (táxi).
Propolina - A sílaba tônica é li, e a subtônica, pro, pois era a tônica da primitiva (própolis).
Sílabas átonas
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Todas as outras sílabas são denominadas de átonas.
Teoria moderna do acento
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Já as teorias modernas têm uma visão mais abrangente no que tange à questão do acento. De acordo com a teoria do acento, as palavras são divididas em pés, nos quais há um elemento preponderante, que recebe o nome de cabeça. Por exemplo, a palavra parafuso se divide em dois pés: (pa.ra)(fu.so). Cada pé possui seu cabeça, no caso, o cabeça do primeiro pé é PA e o do segundo, FU. Entretanto, o cabeça do segundo pé possui maior intensidade que o do primeiro, sendo o pico de intensidade da palavra. Assim, em vez da ideia de sílabas tônicas e subtônicas, temos a noção de acento primário (fu) e acento secundário (pa).
Um outro aspecto considerado são os tipos de pés, como seguem:
Troqueu silábico
- É um pé de duas sílabas, com o cabeça à esquerda. É o caso da língua portuguesa e bem representado em (pa.ra)(fu.so). O troqueu silábico é sensível à intensidade.
Troqueu moraico
- É um pé de duas moras, com o cabeça à esquerda. A mora é uma unidade de duração da sílaba. Por exemplo, uma sílaba curta como pé possui uma mora, enquanto uma sílaba longa como "feet" (pés, em inglês) possui duas moras. Feet é um exemplo de troqueu moraico. O troqueu moraico é sensível ao peso (sílabas com mais de uma mora são chamadas sílabas pesadas e aquelas que têm apenas uma mora, sílabas leves).
Iambo
- Todo iambo é sensível ao peso. É composto ou por duas sílabas leves ou uma sílaba leve e uma pesada. A proeminência, diferente do troqueu, recai sobre o elemento da direita. Exemplo de língua iâmbica é o francês, como, por exemplo, na palavra analogie, que pode ser dividida nos pés (a.na)(lo.gie), sendo os elementos proeminentes NA e GIE, este último o mais proeminente da palavra.
Esta teoria contraria a teoria tradicional em alguns aspectos. Um deles está citado anteriormente sobre a sílaba subtônica. Retomando o exemplo de guaraná - guaranazinho, que, na teoria tradicional tem "na" como sílaba subtônica e "zi" como tônica. Já a teoria do acento afirma que não pode haver choque de acentos. Ou seja, o acento secundário nunca é vizinho do acento primário. Isto foi constatado também em estudos da fonética acústica. Se separarmos os pés troqueus, como é o caso do português, teremos dois pés bem formados e um pé degenerado (pé que não segue a formação esperada): (gua)(ra.na)(zi.nho). Pela estrutura acentual do português, a sílaba proeminente em (ra.na) será RA e em (zi.nho), ZI. Assim, temos, como acento secundário da palavra guaranazinho, a sílaba RA e, como acento primário, a sílaba ZI.
Gramática
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ABW
CAPES
).
Julho de 2016
Afirmação e negação
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Em respostas a perguntas, o português brasileiro, em alguns contextos, pode usar a repetição de um verbo presente na pergunta no lugar do afirmativo "sim".
carece
de fontes
— Cê foi na Prefeitura?
— Fui.
É comum se incluir a forma verbal "não é" (ou sua contração "né") no fim de perguntas, com função de ênfase. Por isso é comum responder a perguntas do tipo dizendo-se simplesmente "É". Isso revela uma tendência no português brasileiro de responder não a uma pergunta literal, mas ao que o interlocutor quis saber pela pergunta. No português brasileiro, é registrado o uso do termo "sim" para afirmar uma preposição ou responder a uma pergunta.
É comum no Brasil o hábito de fazer negação dupla com "não" no início e no fim da frase, como em "Não é, não".
60
Em algumas regiões, o primeiro "não" desse par, átono, é pronunciado como
num
[nũ].
61
É também comum que se omita o primeiro "não", o que resulta numa ordem de palavras para negação inversa à prevalente em Portugal. Exemplo: "Vou, não".
60
Dícticos
editar
editar código
No português europeu, os
pronomes
demonstrativos têm três formas, correspondentes ao grau de proximidade do falante (isto/isso/aquilo, este/esse/aquele). No português brasileiro, os pares "isto" e "isso" e "este" e "esse" são com frequência usados indiferentemente à norma coloquial (na culta, a regra é a mesma). Na forma falada, fundiram-se na segunda forma.
62
Talvez para desfazer a ambiguidade gerada por essa fusão, é comum que o pronome demonstrativo venha acompanhado de um advérbio que indique a proximidade (
esse aqui
esse aí
, substituindo
este
esse
).
Artigo definido antes do possessivo
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Em todas as variantes do português, é facultativo o uso de
artigo
definido antes de
pronome
possessivo:
o meu filho
meu filho
são ambos corretos. No entanto, é dito que no Brasil, em comparação a Portugal, há uma preferência maior pela ausência do artigo.
63
"Você" e "tu"
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Mapa dialetal de Scherre:
Nessas regiões, o "tu" não é convencionalmente utilizado no vernáculo.
Nessas zonas, o pronome é raramente usado com concordância na linguagem corrente.
Nesses lugares, a palavra é ocasionalmente usada seguindo a concordância gramatical normativa.
Nesses locais, a palavra é empregada de uma maneira desleixada, conforme a norma padrão, em quase todas as ocasiões informais em que ela é usada com um verbo numa mesma sentença.
Nessas partes do Brasil, o pronome é usado informalmente sem concordância nas situações do dia-a-dia. Nelas, o uso do pronome com a conjugação própria é quase extinto.
A concordância dele é muito baixa nessas zonas na conversação informal.
Em algumas regiões do Brasil, o
pronome de tratamento
você
ganhou estatuto de pronome pessoal, e nessas áreas houve uma quase extinção do uso do
tu
e do
vós
carece
de fontes
você
em Portugal é uma forma de tratamento semiformal; já no Brasil é a forma mais comum de se dirigir a qualquer pessoa. Há também os termos "o senhor" e "a senhora" que podem empregar um papel de segunda pessoa do singular no contexto da variedade, porém eles são mais formais do que os termos "você" e "tu".
64
Os pronomes
você
vocês
requerem formas verbais de terceira pessoa, o que reduz o número de flexões do verbo em relação aos pronomes. Quanto menor é o número de flexões que o verbo faz em relação aos pronomes, mais necessário se faz o preenchimento do sujeito pronominal, para se ter maior precisão. Isso torna o português brasileiro mais parecido com as línguas de pronome pessoal obrigatório como o
francês
, o
alemão
e o
inglês
. Além disso, o uso do "você" torna ambíguo o pronome "seu", que pode se referir tanto à terceira pessoa como à segunda. Para desfazer a ambiguidade, intensificou-se o uso da contração "dele". Na linguagem falada informal, o pronome "seu" é usado unicamente para a segunda pessoa.
carece
de fontes
Apesar do pouco uso do pronome reto "tu" no português falado na maior parte do Brasil, o seu correspondente pronome oblíquo
te
ainda é amplamente utilizado no português brasileiro, frequentemente em combinação com formas pronominais e verbais de terceira pessoa. Apesar de dominante mesmo entre falantes escolarizados, o uso de
te
com
você
é condenado pelas gramáticas normativas usadas nas escolas brasileiras e é evitado na linguagem formal escrita.
65
Na linguagem informal, mesmo nas regiões que usam o pronome você, o modo imperativo do verbo concorda com o pronome "tu" ("Anda", em lugar de "Ande", mas "Não anda" em vez de "Não andes"). É interessante notar que, no caso dos verbos ser e estar, os imperativos de segunda pessoa

está
nunca são usados pelos brasileiros; as formas de terceira pessoa
seja
esteja
são usadas em substituição.
O pronome possessivo
teu
também é ocasionalmente usado no português brasileiro para referir-se à segunda pessoa, embora seja muito menos comum do que o oblíquo
te
tu
é amplamente utilizado nas regiões
Norte
Nordeste
(excluindo Bahia e
Sergipe
),
Sul
e no
Rio de Janeiro
, mas conjugado frequentemente na 3ª pessoa do singular:
Tu fala
tu foi
tu é
, excetuando-se as formas em que a sílaba tônica é a última, como
tu 'tás
. Em algumas regiões do Sul (sul, sudoeste e oeste do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e do Norte (Pará), o uso do
tu
na forma culta (conjugado na 2ª pessoa do singular) é até bem mais usado que o
você
Na maior parte da região Sul, do Norte e do Nordeste (excluindo a Bahia), o tratamento por
tu
é mais comum, usando-se os
pronomes pessoais oblíquos
de forma mais consistente (p.ex.
para ti
, com o mesmo significado que teria
para você
).
Em parte da
Região Sul
(especialmente em
Santa Catarina
) e do Nordeste, muitas vezes conjuga-se o pronome pessoal
tu
com o que aparentemente seria a mesma forma utilizada na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo para referir-se ao pretérito perfeito do indicativo. Ex:
"Tu fizesse isso?", "tu comesse no bar ontem?"
. Na verdade, isto é a contração da forma da segunda pessoa do pretérito perfeito do indicativo:
fizeste → fizes'e; comeste → comes'e
, em que o "t" desaparece mas não se altera o som precedente de /s/.
Uso dos pronomes pessoais e formas de tratamento
1.ª pess. sin.
Eu
falo
2.ª pess. sin.
Tu
falas
Brasil: informal em algumas regiões; nas outras, restrito a serviço religioso e arcaísmo histórico
Portugal: informal
3.ª pess. sin.
Ele/Ela
Você
O senhor/A senhora
A gente
fala
Você no Brasil: informal e semiformal (por exemplo, no trato com um desconhecido); aparece também nas formas cê e ocê, mesmo em situações semiformais
Você em Portugal e algumas regiões brasileiras: semiformal
O senhor/A senhora: sempre formal
A gente: sempre informal
1.ª pess. pl.
Nós
falamos
2.ª pess. pl.
Vós
falais
Brasil: usa-se somente em formalidades, serviço religioso e arcaísmo histórico.
Portugal: usa-se (pouco) nos dialetos setentrionais e galegos (também se usa muito formalmente, como no Brasil)
3.ª pess. pl.
Eles/Elas
Vocês
Os senhores/As senhoras
falam
Vocês: usado como plural tanto de "você" como de "tu", em todo o espaço geográfico do português
Os senhores/As senhoras: sempre formal
Conjugação do pronome em segunda pessoa singular em português padrão e brasileiro
66
67
68
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você
(padrão)
você
(coloquial)
tu
(padrão)
tu
(coloquial geral)
tu
(coloquial sulista)
Presente
indicativo
fala
falas
fala
Perfeito
indicativo
falou
falaste
falou
falaste,
falasse,
falou
Imperfeito
subjuntivo
falasse
falasses
falasse
Imperativo
positivo
fale
fala,
fale
fala
fala, fale
Imperativo
negativo
não fale
não fale,
não fala
não fales
não fale, não fala
Reflexivo
parece-se/
se parece
se parece
pareces-te/te pareces
se parece, te parece
Cê e ocê
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Quando o pronome você substituiu o tu no português brasileiro, sendo usado em situações informais, passou a ser usado com muito mais frequência do que era antes. Isso acelerou seu processo histórico de redução (a partir de
vossa mercê
), dando origem às formas
ocê

. Em Portugal, onde
você
continuou a coexistir com
tu
, esse pronome de tratamento foi sempre usado com menos frequência do que no Brasil. Além disso, em Portugal é usado em situações mais formais, o que também atua contra sua redução, da mesma maneira que o pronome formal
usted
em espanhol, que também não tem redução equivalente.
Ocê
é registrado em Cabo Verde,
69
mas

só ocorre no português brasileiro.
A forma cê é usada na língua falada do Brasil como pronome fraco,
70
de maneira análoga ao pronome francês
tu
. Enquanto isso, as formas ocê e você exercem papel de pronomes fortes, de maneira análoga a
toi
em francês. Por isso,

jamais é objeto de verbo e não aparece em posição de foco,
71
o que torna impossíveis construções como *"Queriam cê" em lugar de "Queriam ocê/você". A forma ocê é associada aos dialetos
caipira
mineiro
A forma ucê, outra das variantes, é encontrada principalmente no dialeto mineiro, e, como as formas "ocê" e "você", exerce também papel de pronome forte.
Cê e ocê são formas não padrão e não são aceitas na língua escrita, mas são de uso corrente mesmo nos falares cultos.
70
A forma cê, em especial, é amplamente usada na televisão, sendo notável na fala de personagens de telenovelas brasileiras.
Voceísmo, Queísmo e Gerundismo
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Alguns autores, mesmo brasileiros, relatam o que consideram vícios corriqueiros da sintaxe do português brasileiro, como o voceísmo
72
73
(uso excessivo do pronome degenerado você, advindo de vossa mercê), queísmo (uso excessivo do pronome relativo que como ligação entre orações)
74
e gerundismo
75
(uso excessivo do gerúndio como tempo verbal).
gerundismo
(abuso do gerúndio) é um fenómeno linguístico no Brasil.
75
Exemplos:
Nós estaremos lhe enviando um fax com os detalhes.
Nós vamos estar lhe enviando um fax com os detalhes.
voceísmo
em detrimento de pronomes átonos, oblíquos, sujeito oculto ou da segunda pessoa.
Você
pode trazer o chocolate que pedi para
você
trazer e
você
não trouxe.
Você
poderá adquirir Conteúdo nos nossos Serviços gratuitamente ou por um valor, sendo cada um referido como uma “Transação”. Cada Transação constitui um contrato eletrônico entre
você
e a Apple, e/ou entre
você
e a entidade fornecendo o Conteúdo nos nossos Serviços. Contudo, caso
você
seja um cliente da Apple Distribution International e
você
adquira um App ou um livro, a Apple Distribution International é o comerciante registado; isto significa que
você
adquire[...]
76
".
queísmo
referente ao uso excessivo do pronome relativo que:
“O repórter
que
gravou a matéria sobre o candidato eleito,
que
desagradou o público, também quer
que
haja recontagem dos votos”. Melhor seria: "O repórter, autor da matéria sobre o candidato eleito rejeitado pelo público, também quer a recontagem dos votos".
74
Dos verbos pronominais
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Há no
Sudeste
e no
Sul
do Brasil uma tendência de se omitir o uso dos pronomes reflexivos em alguns verbos, exemplo:
eu lembro
ao invés de
eu me lembro
, ou
eu deito
ao invés de
eu me deito.
Em particular, verbos que indicam movimento como
levantar-se
sentar-se
mudar-se
, ou
deitar-se
são normalmente tratados como não reflexivos na fala coloquial daquelas regiões. O uso da voz passiva analítica é também muito mais comum em PB do que em outras variantes como, por exemplo, dizer-se
a partida foi disputada
do que
disputou-se a partida
ou
se disputou a partida
Pronomes oblíquos
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A colocação dos pronomes átonos é diferente na fala do Brasil e na de Portugal.
77
O PB é uma variante com forte tendência
proclítica
, preferindo-se sempre o uso da
próclise
(pronome antes do verbo). Em algumas situações em que a gramática normativa prescreve a
ênclise
, o PB informal usa a
próclise
. A
mesóclise
é pouco usada em comparação com a próclise. Mesmo em contextos formais, muitas guias de estilo desencorajam o uso da mesóclise, por causa da falta de familiaridade de muitos leitores brasileiros com a mesma.
78
O PE, por sua vez, apresenta-se como uma variante mais enclítica, sendo uma exceção habitual as frases na negativa.
Exemplos:
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PB
PE
Ele me falou
Falou-me
Ele me viu
Ele viu-me
Eu te amo
Amo-te
Ele se encontra
Ele encontra-se
Me parece
Parece-me
Vou o encontrar
Vou encontrá-lo
No PB falado, os pronomes oblíquos 'o', 'a', 'os' e 'as' praticamente não são usados, sendo quase sempre substituídos pelos pronomes pessoais do caso reto ('ele', 'ela').
79
Entretanto, o uso dos pronomes oblíquos é mais comum na fala culta quando eles se seguem a um infinitivo e são transformados respectivamente em 'lo', 'la, 'los, 'las'. Na linguagem formal escrita, o uso dos oblíquos de terceira pessoa é obrigatório em qualquer caso.
80
Gerúndio
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Um aspecto conservador do PB em relação ao PE é a dominância da construção
estar
gerúndio
, em lugar da construção
estar
infinitivo
, que se tornou dominante em Portugal. Nas variantes dialetais portuguesas a norte do rio Tejo, o gerúndio perifrástico combinado com verbos como
estar
andar
, (que dá ideia de ação durativa ou de movimento reiterado) tem vindo a ser substituído pelo infinitivo do verbo antecedido pela preposição
(e. g.
estou a fazer
em vez de
estou fazendo
). No Brasil este fenômeno também existe, mas é mais raro e aplica-se a um número mais reduzido de contextos gramaticais, em geral, para combater o vício do gerundismo, muito condenado pelos falantes da norma culta.
carece
de fontes
Português brasileiro
Português europeu (a norte do Tejo)
Observações
Eu estou cantando
Eu estou a cantar
Este tipo de estrutura é tão usada que pode dar a ideia de que em Portugal não se usa gerúndio
A vida vai moldando a pessoa…
A vida vai moldando a pessoa…
Neste caso (verbo ir, expressando mudança gradual), é sempre usado o gerúndio em qualquer região
O governo continua defendendo…
O governo continua a defender…
Há casos (como nos verbos
continuar
acabar
) em que no Brasil também se pode não usar o gerúndio
A partir de 10 reais!
Desde 10 euros!
Neste caso, o infinitivo vingou pelo uso disseminado
Semântica
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Muitas palavras, sem perderem o seu significado tradicional, enriqueceram-se com uma ou mais acepções novas no
Brasil
. Por exemplo,
virar
também significa
transformar-se em
prosa
é também utilizado com o sentido de
loquaz
conversador
ou
gabarola
carece
de fontes
Diglossia
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De acordo com alguns linguistas brasileiros contemporâneos (Bortoni, Kato, Mattos e Silva, Milton M. Azevedo,
81
Perini
82
e, mais recentemente, e com grande impacto, Bagno), o português brasileiro seria uma língua caracterizada pela
diglossia
. Essa teoria afirma que há uma forma B, que seria a fórmula
vernácula
, língua materna de todos os brasileiros, e uma forma A (português brasileiro padrão), adquirido através da escolarização. A forma B representa uma forma simplificada da língua (em termos gramaticais, mas não fonéticos) que poderia ter-se desenvolvido do português do
século XVI
, com influências ameríndias e africanas, enquanto a forma A seria baseada no português europeu do
século XIX
(e muito parecida com o português europeu padrão, com diferenças pequenas de ortografia e gramática).
Mário A. Perini
, linguista brasileiro, chega a comparar a profundidade das diferenças entre as formas A e B do português brasileiro com as das diferenças entre o espanhol padrão e o português padrão. No entanto, essa proposta é polêmica e não tem aceitação ampla, nem entre gramáticos, nem entre acadêmicos.
Segundo a teoria, a forma B seria a forma falada do português brasileiro, evitada somente em fala muito formal (interrogação judicial, debate político), enquanto a forma A seria a forma escrita da língua, evitada somente em escrita informal (como em letras de músicas ou correspondência íntima). Mesmo professores de português usariam a forma B ao explicar a estrutura e uso da forma A; nas provas, entretanto, a forma A é exigida dos alunos.
A forma B seria a usada em canções, filmes, telenovelas e outros programas de TV, embora a forma A às vezes seja usada em filmes ou telenovelas históricos, para fazer a linguagem empregada parecer mais elegante ou arcaica.
Na maioria as obras literárias seriam escritas na forma A. Teria havido tentativas de escrevê-las na forma B (como a obra ‘’
Macunaíma
’’, de
Mário de Andrade
, ou ‘’
Grande Sertão: Veredas
”, de
Guimarães Rosa
), mas é afirmado que no presente a forma B só é usada em diálogo. A forma A, não obstante, é muito usada mesmo em diálogo informal, especialmente em obras traduzidas. A forma B é mais comum de ser encontrada em livros infantis, mas somente os escritos originalmente em português.
Ver também
editar
editar código
Língua portuguesa
Acordo Ortográfico de 1990
CELPE-Bras
Português angolano
Português europeu
Português macaense
Português moçambicano
Português timorense
Academia Brasileira de Letras
Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa
A ortografia no Brasil anterior a 1943
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português
e o
francês
. Sendo ambas
línguas românicas
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Ligações externas
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no
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Academia Brasileira de Letras
Reportagem no Jornal da UNICAMP
Uma história do português brasileiro
Língua portuguesa ou "brasileira"?
- breve resenha do livro
Português ou Brasileiro: um convite à Pesquisa
Canção "
Oslodum
" de
Gilberto Gil
, de
domínio público
, cantada em português brasileiro.
Dicionário lusitano-brasileiro com cerca de 1200 verbetes
«Como surgiram os diferentes sotaques do Brasil?»
«A história da língua portuguesa no Brasil»
Notas
a forma
acrianês
é preferível, assim como variações da palavra "acriano"; no entanto, com lei estadual, apenas no estado do Acre "acreano" é permitido.
Língua portuguesa
História
Português arcaico
Reformas ortográficas
1907
1911
1931
1943
1945
1971
1973
1990
Geografia
Lusofonia
Idioma oficial
Países
Organizações intergovernamentais
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Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa
África
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Aspectos
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Alfabeto
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Vocalismo átono
Gramática
Declinação
Léxico
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Antroponímia
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Literatura
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