Articles by Vinicius Kauê Ferreira
Ultimately, the postcolonial and neoliberal frameworks will begin to converge, as most postcoloni... more Ultimately, the postcolonial and neoliberal frameworks will begin to converge, as most postcolonies will, through one or another mechanism, be neoliberalized.

Antropolítica, 2024
Neste artigo, analiso minha trajetória intelectual como antropólogo formado entre Brasil, França ... more Neste artigo, analiso minha trajetória intelectual como antropólogo formado entre Brasil, França e Índia a fim de discutir recentes transformações da antropologia global, especialmente no que tange à sua internacionalização. Recorro ao conceito de “lugar do conhecimento” de Gyan Prakash para pensar a dimensão situada do conhecimento antropológico para além de sua localização geográfica, caracterizando-o antes como uma complexa rede de história, poder e cultura. De modo complementar, valho-me também da ideia de “política do lugar” de Purnima Mankekar, explorando como pertencimento nacional, identidade e posicionamentos políticos influenciam o papel do pesquisador no cenário global da academia. A partir da minha própria trajetória, que vai de uma origem de classe trabalhadora no Brasil ao estudo da antropologia indiana na França, examino os desafios e potencialidades de uma carreira acadêmica internacionalizada para um pesquisador do Sul Global. Ao me engajar em uma autoanálise crítica, destaco as dinâmicas de poder, as representações culturais e as expectativas sociais que impactam a mobilidade acadêmica e a produção de conhecimento entre diferentes regiões, questionando as noções tradicionais de legitimidade e autoridade intelectual no mundo acadêmico globalizado. Argumento que fazer uma antropologia entre lugares envolve a construção para si de um conhecimento móvel e descentrado, baseado num constante e fértil tensionamento entre princípios teóricos e experiências subjetivas.

Campos, 2024
Este ensaio propõe uma breve revisão histórica dos debates sobre poder e gênero na literatura ant... more Este ensaio propõe uma breve revisão histórica dos debates sobre poder e gênero na literatura antropológica. Demonstro que a problemática da desigualdade sexual já aparece em trabalhos clássicos da antropologia evolucionista do século 19 como elemento-chave de compreensão do poder. Em seguida, percorro as contribuições de trabalhos precursores do culturalismo americano que colocam em evidência contextos de autoridade feminina. Abordo também os debates sobre a universalidade da dominação masculina de meados do século 20, assim como sua contestação com os debates dos anos 1980 sobre a relacionalidade das dinâmicas de violência de gênero. Concluo, então, com discussões mais recentes sobre as articulações entre Estado, nação e mulheres no século 21. Inscrevendo-se numa Antropologia Política, mostro que a antropologia feminista foi fundamental para a consolidação da Antropologia Política como um todo.

Ilha, 2024
A história da antropologia e da sociologia acordou a Marcel Mauss a posição de um cânone paradoxa... more A história da antropologia e da sociologia acordou a Marcel Mauss a posição de um cânone paradoxal. Por um lado, é indiscutível a centralidade de sua figura para a constituição teórica e a identidade da disciplina, sendo ele um dos nossos mais citados, respeitados e romantizados autores. Por outro lado, nossa compreensão sobre Mauss pode ser excessivamente atrelada à figura de Émile Durkheim, seu tio e primeiro mentor. Neste artigo, partindo de trabalhos biográficos, cartas publicadas, programa de ensino e artigos redigidos por Mauss, revisito essas grandes narrativas de modo a pensar a formação e a trajetória desse intelectual para além da figura de Durkheim e do grupo da Année Sociologique. Exploro sua relação com Paul Fauconnet, Henri Hubert, Sylvain Lévi, Jean Jaurès e Alfred Espinas, assim como seu engajamento com a formação de linhagens e de redes mais amplas. Abordo também controvérsias envolvendo a amplitude de sua obra. Insisto, por fim, nos elementos constitutivos de um pensamento maussiano fundado em suas proposições teóricas e políticas, mas também em sua prática como professor e militante socialista.

Pensata, 2021
Resumo A partir de uma pesquisa sobre as circulações de pesquisadores indianos em ciências sociai... more Resumo A partir de uma pesquisa sobre as circulações de pesquisadores indianos em ciências sociais na Europa, analiso as articulações entre neoliberalismo e precariedade acadêmica na universidade britânica a partir de um ponto de vista pós-colonial. Para tanto, o artigo está estruturado do seguinte modo: (i) introduzo e situo sociológica e historicamente o objeto deste estudo; (ii) realizo uma discussão conceitual que coloca em perspectiva quatro questões-chave: neoliberalismo, precariedade, mobilidade e pós-colonialidade; (iii) por fim, demonstro etnograficamente como diásporas e o discurso da diversidade têm um papel fundamental na compreensão de movimentos contemporâneos de neoliberalização da universidade. De modo geral, argumento que uma história colonial e pós-colonial, mais recentemente atualizada em discurso decolonial, é apropriada pelo sistema universitário europeu na produção de uma economia global do conhecimento eminentemente neoliberal.

Afro-Ásia, 2023
Neste artigo, abordo a história da sociologia e da antropologia na Índia desde a sua instituciona... more Neste artigo, abordo a história da sociologia e da antropologia na Índia desde a sua institucionalização nos anos de 1910 até os mais recentes, focando nos embates teóricos e políticos próprios à formação dessas disciplinas naquele país. Primeiramente, demonstro que, por razões próprias ao contexto colonial indiano, a antropologia social é abarcada pela sociologia. Em seguida, restituo historicamente a hegemonia de G. S. Ghurye e da Universidade de Bombaim na definição da pesquisa e do ensino da disciplina no país. Exploro então a emergência da Universidade de Deli com M. N. Srinivas como símbolo de uma nova hegemonia institucional e teórica, investida numa análise estrutural-funcionalista engajada com a Índia recém-independente. Em contraponto às narrativas sobre Srinivas como grande sociólogo indiano, apresento correntes alternativas, notadamente a Escola de Lucknow. Finalizo com debates que se iniciam nos anos de 1970 no contexto de regionalização da universidade e diversificação do público em termos interseccionais, apontando para os novos desafios contemporâneos do campo disciplinar.

Vibrant, 2022
In this essay, we draw primarily on the 2018 Global Survey of Anthropological Practice in order t... more In this essay, we draw primarily on the 2018 Global Survey of Anthropological Practice in order to develop a series of considerations on the issue of precarity in Anthropology. Other reports and available literature are also taken into consideration in the proposed analysis. We start by introducing the issue of precarity in Anthropology as both a trending research topic and an empirical reality in the very practice of our discipline. Then, we analyse the WCAA Global Survey by focusing on its findings regarding employment and salary. In the third and fourth sections of the article, global differences in anthropological practice are taken into account from the perspective of a South-North divide. The fifth section is devoted to reflections on the epistemological dimensions of precarity, neoliberalism and anthropology. We conclude by highlighting ongoing actions and pointing to possible horizons. The main purpose of this essay is, by drawing on available data on anthropologist's working conditions, to address specificities and challenges that discipline must face when it comes to precarity.

Novos Debates, 2020
Ao longo dos últimos meses, a ciência brasileira tem tido que resistir a muitos impactos. A maior... more Ao longo dos últimos meses, a ciência brasileira tem tido que resistir a muitos impactos. A maioria deles já eram esperados. Mas, ao que parece, estávamos menos preparados para um deles: o "fator de impacto" das publicações. Inocente à primeira vista, ele pode, entretanto, causar um estrago de grandes proporções. Ao menos, este é o sentimento compartilhado por grande parte da comunidade de pares em ciências sociais e humanidades no Brasil diante da reformulação em curso dos critérios de avaliação de periódicos pela CAPES. Isso porque a nova proposta, intitulada Qualis Referência, tem sido criticada por uma série de elementos que ela incorpora, dentre os quais a primazia do fator de impacto é certamente o mais controverso. Dentre outras questões que ela evoca, a política do fator de impacto como estratégia de internacionalização de nossos periódicos tem sido criticada por desconsiderar as especificidades da produção e da prática editorial em ciências sociais, menos alinhada que as ciências exatas e biomédicas às lógicas internacionais de publicação nas quais se inscrevem as políticas bibliométricas almejadas pela CAPES. Neste contexto, convidamos para este Fórum uma série de editores de periódicos brasileiros em ciências sociais para debater as possíveis implicações e complicações dessas mudanças.

Vibrant - Virtual Brazilian Anthropology, 2020
This paper addresses current notions of belonging amongst Indian scholars in social sciences buil... more This paper addresses current notions of belonging amongst Indian scholars in social sciences building an academic career in the United Kingdom. Drawing on concluded PhD research in social anthropology, it articulates a multi-sited ethnography of centres of research and in-depth interviews. This research project acknowledges the fact that while the literature on circulations of scholars is vast and continues to grow, ethnographic studies on this matter are still rare. For this reason, this paper focuses on an ethnographic comprehension, based on everyday conversations and evocative situations, of these lives that are built in a context of mobility. Here, I address notions of diaspora, global citizenship and cosmopolitanism as relevant hermeneutic tools for the comprehension of transnational sentiments of belonging amongst these scholars. At stake are intersectional elements that include class, gender, origin and caste, in the construction of transnational academic circulations.
American Anthropologist, 2020
Interview with Claudio Costa Pinheiro (Federal University of Rio de Janeiro) published in the Wor... more Interview with Claudio Costa Pinheiro (Federal University of Rio de Janeiro) published in the World Anthropologies section of American Anthropologist.

Ilha Revista de Antropologia, 2017
A partir de uma pesquisa etnográfica sobre acadêmicos indianos em ciências sociais que buscam con... more A partir de uma pesquisa etnográfica sobre acadêmicos indianos em ciências sociais que buscam construir uma carreira na Europa, proponho uma reflexão sobre os estudos pós-coloniais como espaço privilegiado de significação de trajetórias e sentimentos de pertença. Mais precisamente, baseado em minhas interlocuções de pesquisa com cerca de vinte acadêmicos indianos que pude encontrar no Reino Unido, sugiro que este campo de estudos é frequentemente apropriado por seus autores em movimentos de inscrição de si no interior de grandes narrativas históricas e imaginários em torno das complexas circulações das quais estes sujeitos são parte constituinte. Para isso, recorro a uma articulação entre dados etnográficos (observação participante e entrevistas), análise de obras enquanto práticas discursivas e controvérsias teóricas que, como demonstro neste artigo, são elemento central na compreensão da produção de sentimentos de pertença entre estes sujeitos, assim como na significação de suas próprias trajetórias. Deste modo, este artigo busca aportar elementos etnográficos para o debate sobre os estudos pós-coloniais.
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By drawing upon an ethnographical research on South Asian social scientists carving out an academic career in Europe, this article assesses the way how postcolonial studies may be seen as a privileged space of production of meanings regarding their trajectories and senses of belonging. More specifically, by exploring a series of interlocutions hold during my fieldwork in the United Kingdom, where I could interview about 20 scholars, I suggest that this field of studies is frequently appropriated by its authors as a way of inscribing themselves in great narratives and imaginaries involving the complex circulations of which they are constitutive part. To that end, I bring into play an articulation not only of ethnographical data (namely participant observation and interviews), the analysis of publications as discursive practices, and theoretical controversies that, as I argue in this article, are a central ethnographical element to understand the production of senses of belonging amongst these subjects, as well as in the way how they interpret their own trajectories. In sum, I seek to contribute to the debates on postcolonial studies from an ethnographic point of view.

Indian Anthropologist, 2017
By drawing on an ethnographical research about the trajectories of South Asian social scientists ... more By drawing on an ethnographical research about the trajectories of South Asian social scientists in Europe, this paper assesses the ways how 'mobility' is signified and lived by these researchers. More specifically, it explores the experience of indefinite mobility lived by postdoctoral fellows in Germany in order to address anthropological dimensions of their lives, such as familiar projects, sense of belonging, sexuality, and professional trajectories. It takes into account a context of dissemination of short-term contracts, along with other neoliberal principles, in European universities to argue that the experience of mobility has been converted into a process of profound precarization of academic work and researchers' lives. Besides the idea of precarity, the concepts of project, as elaborated by Gilberto Velho, and politics of survival, coined by Marc Abélès, are important heuristic devices in my analysis. In her spacious and luminous office, the Head of Department of a prestigious and wealthy European academic institution expounds her perspective on the contemporary circulations of South Asian social scientists in Europe. Since the institution in which she is employed – as well as the department under her responsibility – is, in itself, a hub of such circulations, and, with a globally-diversified staff in charge of teaching and supervising an equally international and wealthy body of students, we gradually approach more pragmatic, ethnographic questions on this matter. As Ph.D. students work next door in a comfortable area entirely conceived for ideal conditions of study and academic sociability; the Head thoughtfully answers a straight forward question I had
American Anthropologist, 2017
Two interviews (Soumendra Patnaik and Chandana Mathur) published in the section World Anthropolog... more Two interviews (Soumendra Patnaik and Chandana Mathur) published in the section World Anthropologies of American Anthropologists. You will find the interviews just after the article by Leticia Cesarino and comments to it.
Revista Pensata, 2015
IPEA), entre outros. 4 A III Conferência Mundial das Nações Unidas contra o Racismo, Discriminaçã... more IPEA), entre outros. 4 A III Conferência Mundial das Nações Unidas contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata, realizada em Durban, em 2001, é considerada um marco na ampliação das demandas dos direitos humanos, ao articular as categorias "raça", "gênero" e "homossexualidade" no debate público, promovendo a mediação entre as reivindicações dos movimentos sociais e as diretrizes governamentais dos Estados nacionais.
We repeat, one of the essential values of anthropology, as a social scientific and humanistic ent... more We repeat, one of the essential values of anthropology, as a social scientific and humanistic enterprise, is that it provides a view of how people actually live . . . to both chronicle and understand their lives, ethnographers of Ireland should shake off the fetters of their anthropological tradition and training, and immerse themselves in the actualities of an Ireland entering the twenty-first century.
Entre junho e agosto de 2014, Marie-Hélène Bourcier esteve no Brasil participando de inúmeras ati... more Entre junho e agosto de 2014, Marie-Hélène Bourcier esteve no Brasil participando de inúmeras atividades na Universidade Federal de Santa Catarina, além de ter visitado instituições no Paraná, no Ceará e na Bahia. A presente entrevista foi realizada em 7 de julho, no Bar do Arantes, um tradicional restaurante da praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, onde barcos de pescadores podiam ser vistos ancorados na praia por ser um dia de muito vento. Em meio a um cenário tradicional da lha de Santa Catarina, acompanhadas/o de cachaça artesanal e pratos da culinária açoriana, conversamos sobre inúmeros temas relativos à sua formação intelectual e à sua trajetória pessoal e profissional. Trazemos aqui algumas destas reflexões.
Estudos Feministas, Florianópolis, 22(1): 416, janeiro-abril/2014 335 In memoriam In memoriam In ... more Estudos Feministas, Florianópolis, 22(1): 416, janeiro-abril/2014 335 In memoriam In memoriam In memoriam In memoriam In memoriam Faleceu, em 9 de março de 2014, a pesquisadora Nicole-Claude Mathieu, importante militante e teórica do movimento feminista francês. Mathieu era professora da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris (EHESS-Paris) e integrante do Laboratoire d'Anthropologie Sociale (LAS). Seu pensamento, vívido e sagaz, não passava despercebido e influenciou significativamente o debate feminista a partir dos anos 1970, tendo um grande potencial de mobilização, de inspiração, para sxs leitorxs.
Cet article souhaite apporter une contribution pour le débat sur la citoyenneté des travestis et ... more Cet article souhaite apporter une contribution pour le débat sur la citoyenneté des travestis et des transsexuels, soulignant le nome social en tant qu’importante stratégie de reconnaissance de ces sujets. Différemment du registre civil, le nome social est le prénom choisi par les travestis et les transsexuels afin de s’identifier publiquement et d’être reconnues par leur identité de genre. L’article explore à la fois l’expérience de l’auteur dans la mise en œuvre du nome social à l’Universidade Federal de Santa Catarina et le débat actuel sur la citoyenneté LGBT. Finalement, l’auteur argumente que des revendications propres aux mouvements travesti et transsexuel, telles que le nome social, ont pour effet la remise en cause des catégories juridiques fondamentales pour l’exercice de la citoyenneté.
Nous présentons dans cet entretien la trajectoire universitaire de Mme le Professeur Miriam Pilla... more Nous présentons dans cet entretien la trajectoire universitaire de Mme le Professeur Miriam Pillar Grossi. Les principales questions ont trait à sa formation universitaire en France et au Brésil, son insertion dans les mouvements sociaux, et ses réflexions sur l’histoire du champ d’études sur le genre et la sexualité au Brésil et en France.
Book Chapters by Vinicius Kauê Ferreira

In: Hande Birkalan-Gedik and Fabiana Dimpflmeier (Eds.). Fabrics of Anthropological Knowledge: Changing Perspectives in Europe and Beyond., 2025
I begin this chapter with a necessary historical contextualization that situates my fieldwork wit... more I begin this chapter with a necessary historical contextualization that situates my fieldwork within ancient and intricate academic, cultural and economic relations that are fundamental to what I address in this chapter. Then, throughout three sections, I focus, by means of necessary conceptual discussions, on the interconnections between neoliberalism, mobility and coloniality. Last, I examine specific but representative ethnographic situations to convey how dominant neoliberal practices in British institutions parallel the continuing reorganization of geopolitics of knowledge with reference to North–South connections. I contend that the British university is increasingly governed by a tripartite scientific, electoral and economic diplomacy in which diasporas play a central role. In conclusion, I argue that British university neoliberalism, addressed in this chapter through the topic of precarity, must be viewed through the lens of a complex and essentially postcolonial ‘knowledge economy’ (Wright 2016).
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Articles by Vinicius Kauê Ferreira
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By drawing upon an ethnographical research on South Asian social scientists carving out an academic career in Europe, this article assesses the way how postcolonial studies may be seen as a privileged space of production of meanings regarding their trajectories and senses of belonging. More specifically, by exploring a series of interlocutions hold during my fieldwork in the United Kingdom, where I could interview about 20 scholars, I suggest that this field of studies is frequently appropriated by its authors as a way of inscribing themselves in great narratives and imaginaries involving the complex circulations of which they are constitutive part. To that end, I bring into play an articulation not only of ethnographical data (namely participant observation and interviews), the analysis of publications as discursive practices, and theoretical controversies that, as I argue in this article, are a central ethnographical element to understand the production of senses of belonging amongst these subjects, as well as in the way how they interpret their own trajectories. In sum, I seek to contribute to the debates on postcolonial studies from an ethnographic point of view.
Book Chapters by Vinicius Kauê Ferreira